SEM GRILHETAS NEM SENSURA

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PORTAL DE AGOSTINHO DA SILVA

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O FILOSOFO DE PORTUGAL

sábado, 29 de maio de 2010

SÉNECA O ESTÓICO E O PRAZER DA VIDA


Analisemos alguns pontos importantes das suas doutrinas sobre a Lógica e Ética.
LÓGICA:
A lógica assenta no princípio fundamental da teoria do conhecimento das doutrinas estóicas, ou seja: singularidade do objecto, materialidade (ou corporeidade) de tudo o que existe.
São incorpóreos apenas o tempo, o espaço e o vazio, consideramos como lugares do real e o significativo, ou a palavra com que o objecto é significado. A virtude, a Sabedoria e o Bem, bem como os seus contrários, são corporais.
Todas estas ideias gerais são dotadas de propriedades físicas, de forma que a lógica tende, no estoicismo romano, a transformar-se em física. A própria psicologia humana torna-se em um caso particular da física.
Conforme as doutrinas estóicas, a nossa Alma é também corpórea pois, se assim não fosse, como poderia ela actuar sobre o nosso corpo?
Séneca diz que ela consiste num sopro subtil e vivo – o spiritus que não é outra coisa que a alma do Universo, ou substância contínua, não molecular, animada por uma força expansiva indefinida que mantém a coesão das coisas complexas, entre as quais as do nosso corpo e de tudo o que forma o Universo.
Sobre a imortalidade da Alma, analisemos o seguinte texto que faz parte da Consolação, a Márcia:
«Isto não é senão a imagem de teu filho que morreu, um reflexo bem pouco semelhante! Ele, é eterno, livre deste fardo que lhe era acrescentado e entregue enfim a ele próprio.
Tudo do que tu vês rodeado, esses ossos, estes músculos, este invólucro da pele, nosso rosto, as mãos que nos servem, tudo o que se encerra em nós, são os laços de prisão e as trevas da Alma. Esta é nisto esmagada, oculta, maculada.
Isto é o que a separa da Verdade, sua pátria, e a lança no seio da mentira. Sem cessar, ela luta contra esta concupiscência pesada, para não ser arrastada e presa por ela à terra.
Ela se esforça em voltar ao Lugar donde ela desceu e onde a espera um repouso eterno, desde que após, o desconcerto dum modo rude, ela descobre imediatamente um Universo luminoso e puro.
Por isso, não tens necessidade de correr ao túmulo do teu filho; lá jaz somente o que ela tinha de pior nele, e o que lhe era a ele próprio odioso, esses ossos, essas cinzas que não fariam mais parte do seu ser, a não ser os vestuários com os quais ele cobria o corpo.
Intacto, sem nada deixar dela sobre esta Terra, ele fugiu e escapou-se completamente».
ÉTICA:
SÉNECA teve uma concepção pessimista da vida, pois verificou, principalmente no tempo de CLÁUDIO, a versatilidade da fortuna.
Uns que ainda no dia anterior se sentavam ao lado do Imperador, no dia seguinte eram condenados à morte.
No seu livro Consolação, a Márcia, diz Séneca:
«Nada há tão enganoso, como a vida humana; nada tão pérfido… A felicidade maior é não nascer.»
DITOS:
“A virtude é difícil de se manifestar, precisa de alguém para orientá-la e dirigi-la. Mas os vícios são aprendidos sem mestre”
“A deformidade do corpo não afeia uma bela alma, mas a formosura da alma reflecte-se no corpo.”
Séneca:

Outros seus PENSAMENTOS.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O PRINCIPADO DO MÓNACO


Mónaco é um pequeno principado encravado no sul de França. O território monegasco, ampliado em mais de 30 hectares entre 1969 e 1972 com terrenos ganhos ao mar, estende-se cerca de 3 km, ao longo da costa provençal, protegido pelos contrafortes dos Alpes Marítimos (Tête de Chien, 573 m; monte Agel, 1100 m). Tem uma população aproximada de 30.000 habitantes e uma superfície de 1,95 km2, equivalente a um pequeno centro urbano. A capital desta pequena nação chama-se por isso Mónaco.
O principado goza de um clima mediterrânico muito suave no inverno e apresenta uma vegetação exuberante, o que explica que, em meados do século XIX, se tenha convertido em estância balnear e centro turístico de fama mundial, aproveitando vantagens fiscais concedidas. O Casino de Monte Carlo, a Marina luxuosa e o Grande Prémio de Fórmula 1 atraem ricos de todo o mundo.
A área hoje ocupada pelo Principado do Mónaco já era habitada desde a pré-história. O rochedo do Mónaco, projectado sobre as águas do Mar Mediterrânico, serviu de refúgio a várias populações primitivas. Os Lígures, primeiros habitantes sedentários da região, eram montanheses acostumados a trabalhar em condições adversas. A costa e o porto eram a saída para o mar de um destes povoados Lígures, Oratelli de Peille. A região foi ocupada por fenícios, gregos e cartagineses, e em seguida pelos romanos, no final do século II aC. O Mónaco passou a ser parte da Província dos Alpes Marítimos.
A partir da queda do Império Romano, no século V, a região foi invadida a intervalos regulares por diversos povos. No século VII tornou-se parte do reino lombardo e no século seguinte, do reino de Arles. Esteve sob domínio muçulmano após a invasão dos sarracenos à França. A partir do século X, após a expulsão dos sarracenos pelo Conde de Provença, a região começou a ser povoada pouco a pouco.
Em 1191, o Mónaco foi cedido a Génova como colónia. Em 1297 os Grimaldi, uma família de exilados de origem genovesa, ligou-se à fortaleza e colocou a primeira pedra da praça fortificada (hoje o palácio do principado). O seu chefe, Fulco del Castello, obteve do imperador Henrique VI a administração do conjunto de terras que rodeiam o Rochedo do Mónaco e para atrair uma população estável, concedeu uma série de vantagens como a concessão de terras com isenção de impostos. A partir de então, a região converteu-se no objectivo de luta entre os dois grandes partidos de Génova: os gibelinos (partidários do imperador) e os guelfos (fiéis ao Papa) aliados dos Grimaldi.
Em 1331, Carlos I reconquistou a região e adquiriu as possessões dos Spinola, aliados dos gibelinos, além dos domínios de Menton e Roquebrune. Carlos I é considerado por muitos o verdadeiro fundador do principado e o primeiro senhor de Mónaco. Carlos I morreu em 1357 e o seu filho Rainier II combateu os genoveses até que em 1489 o Rei da França e o Duque de Sabóia reconheceram a soberania de Mónaco.
Em 1612, Honorato II passou a usar o título de Príncipe e Senhor do Mónaco. Em 1641, após uma década de negociações, Honorato II e Luís XIII de França firmaram o Tratado de Peroné, pelo qual reconheciam o direito de soberania do Mónaco. O reino da França assegurou então a sua protecção ao Príncipe do Mónaco. No mesmo ano os espanhóis foram expulsos do principado.
Durante a Revolução Francesa o principado foi anexado à França e depois integrado no Protectorado da Sardenha entre 1815 e 1860, tendo o Tratado de Viena devolvido a soberania monegasca, que foi ratificada em 1861 pelo Tratado Franco-Monegasco. O Príncipe Carlos III do Mónaco decidiu atrair a alta sociedade internacional para contribuir com o progresso económico do principado. Em 1863 abriu o primeiro Casino e em 1866 o centro Monte Carlo. Carlos III governou de 1856 a 1889. O seu filho Alberto I promulgou a primeira constituição em 1911.
Em 1918 um tratado serviu para delimitar a protecção da França sobre o Mónaco. O tratado estabeleceu que a política monegasca estaria alinhada à da França, da mesma forma que os interesses militares e económicos.
Em 1949, o Príncipe Rainier III sucedia ao seu avô, Louis II, vindo a casar em 1956 com a actriz americana Grace Kelly, de que resultaria a descendência "mais famosa da realeza europeia": Príncipe Alberto e as Princesas Caroline e Stephanie. O Mónaco iniciava um período de grande prosperidade, sustentado no Casino e no facto de ser também um “paraíso fiscal”. Em Maio de 1993, o Mónaco tornou-se membro oficial das Nações Unidas.

Marie Antoinette


Marie Antoinette, foi a bela rainha de França que se tornou o símbolo da extravagância desenfreada da monarquia do século XVIII, mulher de Luís XVI, foi despojada das suas riquezas e adornos, presa e decapitada durante a Revolução Francesa, que começou em 1789.
CÁRCERE DE MARIE ANTOINETTE, DONDE FOI TRANSPORTADA PARA A GUILHOTINA. (Foto própria)


EXECUÇÃO DE MARIE ANTOINETTE.


sábado, 8 de maio de 2010

CHARLES DE GAULLE



Charles André Marie Joseph De Gaulle nasceu em Lille, França, no dia 22 de Novembro de 1890, tendo estudado no colégio dos jesuítas da Imaculada Conceição, em Paris. O mais jovem general francês, duas vezes eleito presidente da República e símbolo da Resistência francesa aquando da ocupação da França pela Alemanha. Aos 49 anos de idade foi promovido a general e em 1947 fundou o Movimento "Rassemblement Français". Senhor de uma inteligência e personalidade raras, apenas com 16 anos de idade, escreveu um texto singular, onde imaginava uma invasão dos alemães, antecipando-se 35 anos à tentação totalitária assumida por Adolfo Hitler. 
Em cerca de 20 páginas, De Gaulle, que se imaginava com as estrelas de general, salva a cidade de Nancy, marcha sobre Estrasburgo e aproxima-se de Metz. Quando o terror nazi percorre a Europa e o exército alemão invade a França, De Gaulle torna-se o símbolo da Resistência, tendo-se refugiado em Londres, de onde, através de uma rádio captada em França, incitava os seus conterrâneos, para que não se deixarem abater. Tal discurso animava os franceses, que criaram uma Resistência que acabaria por sabotar a ocupação alemã.
Terminada a Segunda Guerra Mundial, De Gaulle é considerado um herói e símbolo da Resistência.
Nas eleições de 2 de Dezembro de 1958 é eleito presidente da República, façanha que repete sete anos mais tarde.
Quase ao completar os 80 anos de idade, morreu no dia 9 de Novembro de 1970
.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Excalibur a ESPADA


Quando Uther morreu, sem deixar herdeiros, os reis da Britânia reuniram-se para escolher, entre eles, um novo Supremo Monarca… Merlin, que havia sido seu fiel conselheiro, recolhe a espada de Uther, pois crê-se responsável por encontrar um sucessor digno de manter a unidade de todos os reinos da Britânia, para continuar a empunhar a espada que os proteja.
Começa o Conselho dos Reis mas estes não se põem de acordo, reúnem-se dia após dia sem êxito, pelo que Merlin conclui que nenhum deles será capaz de deixar de lado o orgulho, a arrogância e a ambição; nem que possuem a humildade suficiente nem sede de justiça para levar a cabo tarefa tão importante.
É então que Merlin, armando-se, decide abandonar o Conselho com a espada na mão, mas antes e sem hesitar eleva-a sobre a cabeça e empunhando-a lança-a violentamente para baixo contra uma sólida rocha, tentando quebrá-la mas a espada não se parte e fica erguida enterrada na rocha até quase à empunhadura.
Alguns afirmam que apareceu uma mão que agarrou a espada e a guiou até ao interior da rocha, outros dizem que um raio de luz os cegou e que ao voltarem a ver, a espada já estava cravada. Seja como for, depois de um forte estrondo e da rocha penetrada que queimou o ar, Merlin exclamou:
" Pediram um sinal ?! ... Pois bem, aquele que tirar a espada da rocha será o autêntico Rei de Inglaterra". Dito isto Merlim retirou-se e voltou cavalgar em busca de Artur. 

quarta-feira, 5 de maio de 2010

GAIUS CAESAR GERMANICUS – CALÍGULA


Gaius Caesar Germanicus, conhecido por Calígula, nasceu a 31 de Agosto, 12, d.C.  e faleceu a 24 de Janeiro, 41, d..C. Foi o terceiro Imperador romano, reinante entre 37 e 41. Ficou conhecido pela sua natureza extravagante e por vezes cruel. Foi assassinado pela guarda pretoriana em 41, aos 29 anos. A sua alcunha Calígula (que significa botinhas em português) foi posta pelos soldados das legiões comandadas pelo pai, que achavam graça vê-lo mascarado de legionário, com pequenas “caligae” (sandálias militares) nos pés.
Calígula era o filho mais novo de Germânico e Agripina, sendo bisneto de César Augusto e sobrinho-neto de Tibério. Cresceu com uma numerosa família (tinha dois irmãos e três irmãs) nos acampamentos militares da Germânia Inferior, onde o pai comandava o exército imperial.
Depois da ascensão de Tibério ao trono imperial, a sua família foi alvo de perseguições, por ser considerada perigosa pelo imperador paranóico com a hipótese de conspirações. O seu pai morreu em circunstâncias estranhas, talvez assassinado por Tibério. Mais tarde a mãe e os dois irmãos mais velhos foram exilados e assassinados por ordem imperial. Calígula fica então sozinho com as irmãs (com quem se dizia mantinha relações incestuosas) e foi viver com a bisavó Livia Drusa. Durante a sua adolescência, assistiu às perseguições e terror, impostas por Sejanus, o prefeito da guarda pretoriana que controlava Roma na ausência de Tibério em Capri.
Calígula escapou no entanto aos assassinatos e entrou no favor de Tibério. Quando o imperador morreu em 37, o testamento designava-o como herdeiro, em conjunto com Tibério Gemelo, neto do falecido Tibério. Calígula era já um homem ambicioso e não perdeu tempo. Dois dias depois, a 18 de Março, faz com que o senado romano anulasse o testamento e proclamou-se imperador sem parceiros, mandando assassinar Gemelo pouco tempo depois.
Os primeiros meses de reinado foram promissores. Calígula concedeu prémios à guarda pretoriana, mandou encerrar todos os casos de traição iniciados por Tibério, pôs fim às proscrições e chamou de regresso muitos exilados. No entanto, pouco tempo depois, Calígula adoeceu com uma febre cerebral, segundo Suetónio e Cássio Dio, e esteve às portas da morte. Quando recuperou, o comportamento do imperador mudou radicalmente. Estudos modernos sugerem que tenha sofrido de depressão nervosa ou alguma forma de encefalite, para justificar a mudança. Ou talvez a sua personalidade fosse apenas o produto de uma infância e adolescência em ambiente instável. De qualquer forma, Calígula era extremamente ignorante e mal preparado para governar. O terror das perseguições voltou ao mesmo tempo que o imperador tomava atitudes no mínimo excêntricas que incluíram nomear o seu cavalo de corrida, Incitatus, senador e mandar esculpir a sua cabeça em todas as estátuas de deuses de Roma, intitulando-se a si mesmo como um Deus.
Pouco a pouco tornou-se impopular e, no princípio de 41, foi assassinado por um tribuno da sua guarda pessoal com quem costumava ter relações homossexuais, Cassius Chaerea, que matou também a sua mulher Milonia Caesonia e a filha bebé Júlia Drusilla.
A sua memória foi apagada pelo Senado, que ordenou a destruição de tudo o que pudesse recordar Calígula.

AS PARCAS

Em Roma, as Parcas (Moiras gregas) eram três deusas: Nona (Cloto); Décima (Láquesis) e Morta (Átropos). Determinavam o curso da vida humana, decidindo questões como vida e a morte, de maneira que nem Júpiter (Zeus) podia contestar as suas decisões. Nona tecia o fio da vida; Décima cuidava da sua extensão e caminho; Morta cortava o fio. Eram também designadas por fates, daí o termo fatalidade. Interessante notar que em Roma se tinha a estrutura do calendário solar para os anos e lunar para os actuais meses. A gravidez humana é de nove luas, não de nove meses; portanto Nona tece o fio da vida no útero materno, até à nona lua; Décima representa o nascimento efectivo, o corte do cordão umbilical, o início da vida terrena, o individuo definido, a décima lua. Morta é a outra extremidade, o fim da vida terrena, que pode ocorrer a qualquer momento.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

QUE FUTURO?











E se o homem tivesse saltado da antiguidade clássica sem passar pelos milénios do obscurantismo inquisitorial da idade média?
Pelo certo já teríamos ido bem mais longe.
- Não! Tanto assim…dirão alguns que também é necessário conhecer o "mau" para avaliar o "bom". Assumidamente não concordo, infelizmente as gerações facilmente esquecem o passado.  
O mundo já viveu democracias, repúblicas, socialismos, comunismos, fascismos e outras ditaduras, (istas e ismos) umas abertamente violentas e outras, por cá andantes, disfarçadas, como lobos em pele de cordeiro ou urubus com aspecto de pombas e, por aí, grassam em “demokracía” cantada, “manipolazione delle mace”.
Nunca se viveu, nunca se conseguiu construir uma sociedade anárquica. É tabu, é proibido pensar; dizem que é utópico; que é de loucos, impossível de …etc. etc. etc… porque, alegam, onde houver duas cabeças pensantes há conflito. Claro que pode e deve haver conflito mas não é forçoso que haja agressão, violência e é isso que tem sido, “per secula seculorum” a cultura predominante.
Simplesmente exemplificando:
Suponhamos uma casa, onde vive um casal com filhos, avós, primos tios etc., (toda a família vivente) e todos se entreajudam mas, sem “matriacaria”, "paterfamilias" gurus, nem "presidenti" 
mandantes, “senza elezioni o commedia dell'arte”.
Concordantes vivem comummente, ouvintes e conversantes, sobrevivem educadamente, com respeito mútuo e sem atropelos… sem choques “da juventude” e outros mais; que estes, como (todos os outros) seus vizinhos, sem grades, nem muros, nem fronteiras, viveriam da mesma forma, “con amore, amicizia, passione, ecc”.
É utopia? Ou seria a forma mais libertadora deste nosso primitivismo marcadamente macacóide?!...
Existem várias teorias filosóficas anárquicas mas, a anarquia em si não tem que ser imposta, regulada, apenas assumida, porque sendo deixa se o ser. Seria uma anarquia sem projecto vinculativo, alicerçado na auto-educação, esclarecimento e verdade.
Imaginemos uma sociedade, livre de preconceitos, dogmas, e sem guerras, exércitos, polícias, fiscais, tribunais e outras coisas mais "…" nefastas que a nossa sociedade consome e digere avidamente. Dá que pensar, ou não…!?
Vai ser preciso a manipulação genética, a nano ciência, a engenharia biónica, "manipolazione del genoma umano" as células artificiais e tudo misturado na futura robótica, para modificar a humanidade!? Interessante…! Mas o futuro vai ser esse.
J.M.B.D.,"in opinioni contrastanti".





NOTA: Sobre a anarquia e outras opiniões que manifesto. Como disse a minha ex-professora de filosofia: «Ele quis nos dar a cicuta a beber mas só a bebe quem quiser»; mais disse também: «A cultura e a sabedoria são um pau de dois bicos, para alguns interessa para publicitar mas não para suportar». 





















Quem construiu Stonehenge?



A questão de quem construiu Stonehenge tem sido largamente debatida, ainda hoje sem resposta. Monumento megalítico cuja construção tem sido atribuída a muitos povos antigos ao longo dos anos, mas a teoria mais cativante, de atribuição persistente, tem sido aos Druidas. Esta ligação errada foi feita em torno de três séculos, pelo antiquário, John Aubrey . 
Júlio César e outros escritores romanos falam de um sacerdócio celta que floresceu na época da sua primeira conquista (55 aC). 
Os druidas adoravam os seus Deuses em templos da floresta e não tinha necessidade de estruturas de pedra.

A melhor suposição parece ser que a construção de Stonehenge tenha sido iniciada por um povo do período neolítico (cerca de 3000 aC) cujas pedras foram transportadas por pessoas de uma nova economia que surgia nessa época.  Estes "novos povos", chamados Beaker Folk, devido à sua utilização de taças de cerâmica, começaram a usar instrumentos de metal e a viver de uma forma mais evoluída do que os seus antepassados.  Alguns pensam que eles podem ter sido os imigrantes do continente, mas essa a afirmação não é apoiada por evidências arqueológicas.

Reza a lenda:
A lenda do Rei Arthur fornece uma outra história na construção de Stonehenge. A história é narrada pelo escritor do século XII, Geoffrey de Monmouth, na sua História dos Reis da Grã-Bretanha; que Merlin trouxe as pedras para a Planície de Salisbury, da Irlanda.
Algures no século V, houve um massacre de 300 nobres britânicos pelo traiçoeiro líder saxão Hengest e que o rei alto, Aurélio Ambrósio, quis criar um memorial apropriado para os homens mortos.  Merlin sugeriu uma expedição à Irlanda com a finalidade de transplantar o círculo de pedra para a Grã-Bretanha. De acordo com Geoffrey de Monmouth, as pedras de “Giant's Ring”, foram originalmente trazidas de África para a Irlanda por gigantes (gigantes... e quem mais poderia fazer esse trabalho?). As pedras foram localizadas no "Monte Killaraus" e foram usadas como local para realizar rituais e para a cura de doenças. Liderada pelo rei Uther e Merlin, a expedição chegou ao local, na Irlanda. Os bretões, nenhuns dos quais era gigante, aparentemente, não tiveram êxito nas suas tentativas de mover as grandes pedras. Merlin percebeu que só a sua arte mágica tornaria o empreendimento realizável...!

sábado, 1 de maio de 2010

O ATENTADO A D. JOSÉ E A EXECUÇÃO DOS TÁVORAS


Corria o ano de 1759. Ainda na ressaca do terramoto que destruíra Lisboa quatro anos antes, em ambiente de crise política e económica, D. José I, rei de Portugal foi vítima de um atentado levado a cabo por indivíduos emboscados, numa noite de Setembro, quando regressava ao Campo Real depois de um encontro com a sua amante, a marquesa de Távora, Mariana Teresa de Távora, nora dos marqueses velhos.
Após um primeiro momento de hesitação e perplexidade, o rei encarrega Sebastião José Carvalho e Melo (Marquês de Pombal) de proceder á constituição de um tribunal que descubra, prenda e julgue os responsáveis pelo crime. Foi o pretexto para acabar de vez com a velha nobreza que resistia à euforia iluminista que entretanto se preparava para modificar definitivamente a forma de fazer política na Europa. Trinta anos depois, a Revolução Francesa era a expressão mais radical das novas ideias.
As famílias do duque de Aveiro e do marquês de Távora foram acusadas de crime de lesa-majestade através de um processo
espúrio, construído sobre provas cuja intencionalidade política era evidente. O destino foi a morte na maior execução colectiva a que Portugal alguma vez assistiu.

A História não esqueceu.

Se politicamente eram responsáveis pela oposição ao espírito de reforma, judicialmente eram inocentes e o horror do cadafalso para inocentes marcou o nosso destino colectivo. Talvez tivesse sido essa má consciência que fez de Portugal o primeiro reino europeu a abolir a pena de morte.
Ainda hoje, pese embora a reabilitação dos Távoras, essa mancha de ignomínia e tragédia está presente na memória dos homens.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Família_Távora

http://historiaaberta.com.sapo.pt/lib/doc009.htm

quinta-feira, 29 de abril de 2010

AMAR, AMAR PERDIDAMENTE!


AMAR

Quantas vezes amar na vida?

Impossível dizer.

Amar é um verbo tão perfeito

Que não nos cansamos de conjugar.

Amar significa entrega e retorno

Abandono e reencontro.

Longos silêncios ou frases poéticas

Mãos entrelaçadas, vozes sussurradas.

Lábios nos lábios

Toques, contactos

Amar é tão imenso quando frágil.

É bolha de sabão solta no espaço,

Que algum vento maldoso pode carregar

Amar é sem dúvida alguma, se dar.

É a forma mais completa de se ofertar

E trilhar as mesmas sendas.

É se encantar com as mesmas lendas:

Romeu e Julieta, Paolo e Francesca

Amar é fazer troca de um mesmo sentimento,

Tendo a certeza de que é único,

cada momento

e deve ser vivido sem queixumes ou lamentos

Amar é olhar juntos o amanhecer,

com olhos no horizonte

É esperar que o céu enrubesça no entardecer.

Ao aquecer os corpos amantes

Amar é se encantar com a malícia inocente.

Que envolve a ternura de beijos roubados ou trocados

É compor coroas é desfolhar flores,

Espalhando-as pelo corpo do amado

Amar é cantar a vida, é louvar os sonhos

É descobrir que hoje é mais bonito do que ontem.

Porque agora temos alguém especial ao nosso lado.

Amar é se perder no mundo...a dois.

Theca Angel

20/03/2004

FLORBELA ESPANCA:

ACORDO...?! AMIGÁVEL.

CAMÕES E A TÁGIDE

O Monumento a Camões foi inaugurado em Junho de 1867 e é da autoria do escultor Vítor Bastos. Local: Largo de Camões em Lisboa;

Tágide - escultura de Mestre Lagoa Heenriques, inaugurada em 25 de Abril de 2004. Local: Praça Principal do Montijo.


As Tágides são as ninfas que habitam o rio Tejo, a quem Camões pede inspiração para compor a sua obra de “OS LUSÍADAS”.


"E vós, Tágides minhas, pois criado
Tendes em mim um novo engenho ardente,
Se sempre em verso humilde celebrado
Foi de mim vosso rio alegremente,
Dai-me agora um som alto e sublimado,
Um estilo grandíloquo e corrente,
Porque de vossas águas, Febo ordene
Que não tenham inveja às de Hipocrene."

Luís Vaz de Camões in "Os Lusíadas"

VER VIDEO "CAMÕES" COM ANTÓNIO VILAR:

http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/206603.html

http://www.youtube.com/watch?v=zDwYpkaZqVk&feature=related

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O JUMPING E O USO DO SILICONE:

TO BE OR NOT TO BE, THAT IS THE QUESTION


WILLIAM SHAKESPEARE

IN HAMLET

Ser ou não ser eis a questão.

Será mais nobre sofrer na alma

Pedradas e flechadas do destino feroz

Ou pegar em armas contra um mar de angústias

E, combatendo-o, dar-lhe fim? Morrer; dormir;

Só isso. E com o sono – dizem – extinguir

Dores do coração e as mil mazelas naturais

A que a carne é sujeita; eis uma consumação

Ardentemente desejável. Morrer – dormir –

Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo!

Os sonhos que hão-de vir no sono da morte

Quando tivermos escapado ao tumulto vital

Obrigam-nos a hesitar: é essa reflexão

Que dá à desventura uma vida tão longa.

Pois quem suportaria o açoite e os insultos do mundo,

A afronta do opressor, o desdém do orgulhoso,

As pontadas do amor humilhado, as delongas da lei,

A prepotência do mando, e o achincalho

Que o mérito paciente recebe dos inúteis,

Podendo, ele próprio, encontrar o seu repouso

Com um simples punhal? Quem aguentaria fardos,

Gemendo e suando numa vida servil,

Senão porque o terror de alguma coisa após a morte

O país não descoberto, de cujos confins

Jamais voltou nenhum viajante – nos confunde a vontade,

Nos faz preferir e suportar os males que já temos,

A fugirmos para outros que desconhecemos?

E assim a reflexão faz de todos nós covardes.

E assim a matiz natural da decisão

Se transforma no doentio pálido do pensamento.

E empreitadas de vigor e coragem,

Reflectidas demais, saem do seu caminho

Perdem o nome de acção.

La ricchezza del mio cuore è infinita come il mare, così profondo il mio amore: più te ne do, più ne ho, perché entrambi sono infiniti.

William Shakespeare

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hamlet

terça-feira, 27 de abril de 2010

LA POÉSIE EN FRANCE


La feuille

De ta tige détachée,
Pauvre feuille desséchée,
Où vas-tu ? - Je n'en sais rien.
L'orage a brisé le chêne
Qui seul était mon soutien.
De son inconstante haleine
Le zéphyr ou l'aquilon
Depuis ce jour me promène
De la forêt à la plaine,
De la montagne au vallon.
Je vais ou le vent me mène,
Sans me plaindre ou m'effrayer :
Je vais où va toute chose,
Où va la feuille de rose
Et la feuille de laurier.

Antoine Vincent ARNAULT (1766-1834)

http://www.poesies.net/

http://poesie.webnet.fr/lesgrandsclassiques/

O "CÉU" JÁ OS TEM NO SEU ETERNO REGAÇO

BADAJOZ

Badajoz (do árabe Batalyaws; em português arcaico Badalhouce), capital da província do mesmo nome, é a maior cidade da Estremadura, na Espanha. Localiza-se no sudoeste do país, junto à fronteira com Portugal. A província tem cerca de 653 mil habitantes e 21657 km2.

A cidade conta com cerca de 133 mil habitantes. Foi fundada em 875 pelos mouros e tornou-se na capital do poderoso reino taifa muçulmano de al-Batalyaws. Passou para a soberania de Castela em 1230. Foi ao longo dos séculos prejudicada pelas lutas entre Portugal e Espanha, tendo sido ocupada pelos portugueses em 1386 e quase completamente destruída num cerco em 1705. É hoje um importante centro económico.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_Badajoz_(1801)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

IN EXTREMIS

NAVEGAÇÃO\COMÉRCIO TRIANGULAR


O Comércio Triangular foi o principal instrumento do tráfico negreiro e envolvia uma teia de interesses e de negociações entre Europa, África e América, com algumas ramificações englobando os produtos asiáticos. O processo era gerido pelas metrópoles europeias, principalmente Holanda, Inglaterra, França, Espanha e Portugal. Embora estas últimas nações estivessem já decadentes, ainda dispunham de poder nas suas respectivas colónias, nesta trajectória de produção e distribuição de mercadorias essenciais para a vida económica global: ouro, prata, diamantes, açúcar e tabaco. Esta estrutura comercial enredava produtores e distribuidores, compradores e vendedores, dominadores e subjugados, um intrincado jogo conduzido pelas potências europeias, mas que dependia essencialmente da existência, no continente africano, de negreiros dispostos a trocar os produtos manufacturados transportados por mercadores da Europa – armas de fogo, rum, tecidos de algodão provindos da Ásia, ferro, jóias de baixo valor, entre outros – por seus próprios compatriotas, negros que seriam escravizados na América, onde eram trocados por açúcar, tabaco, moedas ou barras de ouro e prata, cedidos pelos seus futuros senhores, donos de minas ou proprietários de importantes plantações.

O continente africano tinha como função, no comércio triangular, oferecer trabalhadores escravos para as colónias da América e das Antilhas – onde os barcos negreiros buscavam os portos da Jamaica, Bahamas, Haiti, Saint- Eustatius, Saba, Saint-Martin, Barbuda e Antigua, Guadalupe, Granada, Trinidad & Tobago, Bonaire, Curaçao e Aruba. Daqui seguiam grupos de escravos para as Carolinas e a Virgínia (EUA), enquanto outros tantos eram direccionados para o Norte e Nordeste do Brasil, bem como para o Rio de Janeiro. O escravo era o motor que movia a produção das grandes lavouras de açúcar e tabaco, que se estendiam do Rio de Janeiro até ao Sul dos Estados Unidos, na Virgínia.

Os nativos africanos que negociavam com os europeus tinham um papel muito importante na captura e troca de seus conterrâneos, pois só eles tinham coragem e conhecimento suficiente do território local para se enveredarem pelo interior africano em busca daqueles que se tornariam escravos em terras desconhecidas. Às vezes, os próprios colonos deslocavam-se até ao continente africano, negociando directamente com os negreiros, dispensando o intermediário comerciante europeu.

Sem os negros escravizados a economia da Europa não teria sido tão beneficiada por esta rede “comercial triangular”. Na verdade, estas transacções favoreciam, além das metrópoles, tanto os responsáveis por esta triangulação na África, quanto o mecanismo produtor das colónias americanas. Os escravos eram utilizados pelas potências colonizadoras europeias como moeda de troca, através da qual elas importavam os produtos produzidos nas suas colónias na América e nas Antilhas, completando-se assim os vértices do comércio triangular, não necessitando recorrer aos metais preciosos que detinha, a base do Mercantilismo.

Resumindo, os produtos manufacturados europeus eram trocados por escravos na África, embarcados para a América e para as Antilhas – nestes trajectos, muitos escravos, submetidos a condições extremas de vida não sobreviviam na viagem.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Comércio_Triangular