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PORTAL DE AGOSTINHO DA SILVA

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O FILOSOFO DE PORTUGAL

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O PALEOLÍTICO

O Paleolítico ou pedra antiga, também conhecido como Idade da Pedra Lascada, refere-se ao período pré-histórico de cerca de 2,5 milhões a.C., quando os ancestrais do homem começaram a produzir os primeiros artefactos em pedra lascada até cerca de 10000 a.C.
Neste período os homens eram essencialmente nómadas caçadores recolectores, tendo que se deslocar constantemente em busca de alimentos. Desenvolveram os primeiros instrumentos de caça, feitos em madeira, osso ou pedra lascada e dominaram o uso do fogo.
Este longo período histórico subdivide-se em Paleolítico Inferior, até há aproximadamente cerca de 300 mil anos. O Paleolítico Inferior é a mais antiga subdivisão do Paleolítico, período mais antigo da Pré-História do homem. Teve início há volta de 3 milhões anos e foi até há cerca de 250 mil anos, quando as mudanças evolucionárias e tecnológicas importantes levaram os historiadores, antropólogos e arqueólogos a uma nova divisão, o Paleolítico Médio.

O paleolítico médio é um conceito que compreende um espaço temporal, cultural e geográfico mais restrito do que os períodos do Paleolítico que o antecedem e precedem. O homem de Neandertal na sua distribuição geográfica pela Europa e as suas técnicas de talhe de indústrias mustierenses. As ferramentas mustierenses eram feitas pelos neanderthalensis em datas compreendidas entre 300000 e 40000 a.C., antes dos humanos modernos chegarem à Europa entre 70000 e 32000 a.C. que são características que definem este período da pré-história antiga.
O homem abandonou o uso dos machados de mão e passaram a utilizar as lascas de pedras em outras armas, como por exemplo, as lanças e flechas. O arco como arma de caça e defesa só surge no mesolítico,
Os mais antigos hominídeos, os Australopitecíneos, personificados por Lucy, não eram utilizadores avançados de ferramentas de pedra e é provável que fossem presa de animais maiores. Utilizavam o machado de mão e viviam a céu aberto, próximo do vale dos rios.

Os primeiros fósseis do género Homo surgem em menos de três milhões de anos. Eles podem ter origem dos Australopitecíneos ou de um braço filogenético diferente dos primatas. É nesse período que o homem passa a andar sobre duas pernas.
O Homo habilis, como os da Garganta de Olduvai, é muito semelhante aos humanos modernos. O uso de ferramentas de pedra foi desenvolvido por esta espécie por volta de 2,5 milhões de anos atrás, antes de serem substituídos pelo Homo erectus, há cerca de 1,5 milhão. O Homo habilis aprendeu a usar o fogo como método de apoio na caça.
Sobre o Paleolítico Superior, até 10 mil a.C., há alguma discordância entre os estudiosos quanto a essa divisão, sendo que alguns intercalam um Paleolítico Médio entre o inferior e o superior. O Paleolítico coincide com o final da era geológica Pleistocénica período geológico Neogeno.

Na escala de tempo geológico, o Neogeno ou Neogénico é o período da era Cenozóica do éon Fanerozóico que se iniciou há cerca de 23 milhões e 30 mil anos, e que se estende até ao Pleistoceno. O período Neogeno sucede o período Paleogeno. Divide-se nas épocas do Miocénico e do Pleiocénico, da mais antiga para a mais recente.
Neste período, ocorreu a expansão dos mamíferos de grande porte e o aparecimento dos hominídeos.
Ainda na escala de tempo geológico, o Pleistoceno ou Pleistocénico é também a época do período Quaternário da era Cenozóica do éon Fanerozóico que está compreendida entre 1 milhão e 806 mil e 11 mil e 500 anos atrás, aproximadamente.
O Paleolítico foi precedido pelo período pré-histórico que alguns historiadores chamam de Eolítico, e sucedido pelo Neolítico. Na Europa e em outros locais onde ocorreram grandes glaciações, intercala-se o período chamado Mesolítico entre o Paleolítico e o Neolítico.

Foi nesse período que surgiram as primeiras espécies de hominídeos, provavelmente na África. Nesta época a temperatura era muito baixa, obrigando os humanos e outros animais a viver em cavernas. Os hominídeos surgidos nessa época foram os Australopithecus, os Homo habilis e os Homo erectus . As tecnologias por eles empregues nesse período foram, por ordem crescente de complexidade, a olduvaiense que é  uma das formas de denominar as primeiras indústrias humanas da Pré-história africana; a acheulense que  foi uma cultura do Paleolítico Inferior caracterizado por um certo tipo de utensílios bifaciais de pedra e situada na época do segundo interglaciar.

Estes utensílios acheulenses são caracterizados por ter um perfil muito regular e a clactoniense que é contemporânea da Achelense, compartilha os mesmos rasgos tecnológicos. Caracteriza-se melhor por um procedimento de extracção de lascas que com frequência recebe esse mesmo apelativo (técnica clactoniense) e que consiste em obter peças de grande tamanho golpeadas com grandes precursores, em geral passivos.
Os objectos foram confeccionados primeiramente em osso e madeira, depois em pedra e marfim. Usavam um machado de pedra, para cortar e esmagar os alimentos, para defesa e fazer furos. As lascas eram aproveitadas para fabricar objectos cortantes, daí o Paleolítico ter ficado também conhecido como Período ou Idade da Pedra Lascada.

A sociedade era comunal, já possuíam uma certa organização social e a família já tinha importância no contexto da sociedade. Eram nómadas e dominavam o fogo.
O paleolítico médio é um conceito que compreende um espaço temporal, cultural e geográfico mais restrito do que os períodos do Paleolítico que o antecedem e precedem.
O homem de Neanderthal, na distribuição geográfica pela Europa, nas técnicas de talhe (indústria musteriense) e a cronologia (200.000 a 30.000 anos a.C.) são características que definem este período da pré-história.
É nesse período que surgem os primeiros concheiros, encontrados principalmente nas regiões litorais, devido ao facto de serem nómadas, permaneciam num determinado local até que se esgotassem os alimentos e depois partiam; neste local amontoavam conchas, restos de fogueiras e animais. Era também aí que enterravam os mortos, junto a seus pertences com colares, vestes, ferramentas e cerâmicas, ou seja, possuíam um conceito primitivo de religião que já se formava.


No Paleolítico Superior os humanos passaram a habitar em cavernas, devido ao resfriamento intenso do planeta e o norte da Europa ter ficado coberto de gelo como consequência da quarta glaciação. Neste período desenvolveu-se o homem de Cro-Magnon, que já é o humano moderno propriamente dito. Caçava animais de grande porte (mamutes, renas, etc.) utilizando para isso armadilhas montadas no chão.
Apesar de se convencionar a consolidação da religião no período Neolítico, a arqueologia regista que no Paleolítico houve uma religião primitiva baseada no culto à mulher, ao feminino, e a associação desta ao poder de dar a vida. Foram descobertas, no abrigo de rochas Cro-Magnon em Les Eyzies, conchas cauris, descritas como "o portal por onde uma criança vem ao mundo"; eram cobertas por um pigmento de cor vermelho ocre, que simbolizava o sangue, e estavam intimamente ligadas ao ritual de adoração às estatuetas femininas.

Escavações atestaram que estas estatuetas eram encontradas muitas vezes numa posição central, em oposição aos símbolos masculinos, localizados em posições periféricas ou ladeando as estatuetas femininas.
A passagem do período Paleolítico para o Neolítico foi bastante gradual, tendo levado cerca de 10.000 anos, e ficou conhecida como a Revolução Neolítica, visto terem ocorrido conquistas tecnológicas que garantiram a sobrevivência dos povos nesse período.

As principais alterações foram:
A crosta terrestre aquece, aumentando o nível dos mares e resultando em alterações climáticas;
Formam-se grandes rios e desertos, além de florestas temperadas e tropicais;
Animais de grande porte desaparecem e dão origem à fauna que conhecemos hoje;
A vida vegetal modifica-se, favorecendo a sobrevivência humana;
Dão-se grandes conquistas técnicas do homem que, aliadas às transformações do ambiente permitem ao ser humano controlar gradativamente a natureza;
O homem aprende aos poucos a reproduzir plantas, domesticar animais e cozinhar alimentos;
A agricultura e a domesticação de animais favorecem um sensível aumento populacional em algumas regiões;
Ampliam-se as conquistas técnicas, como a produção de cerâmica;
Os povos aprendem aos poucos a organizarem-se e a trabalhar em sistemas cooperativos.

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