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PORTAL DE AGOSTINHO DA SILVA

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O FILOSOFO DE PORTUGAL

quinta-feira, 15 de abril de 2010

ARTE BARROCA E ROCOCÓ

O estilo barroco e a Contra-Reforma:

O termo barroco costuma designar o estilo artístico que floresceu na Europa entre o final do Século XVI e meados do Século XVIII.

O aparecimento dos ideais barrocos parece intimamente ligado à Contra-Reforma Católica..

Apesar de ter sido um estilo internacional, percebemos a sua maior força entre países como a Itália, Espanha e Áustria, não tendo atingido muito os países protestantes como a Inglaterra.

Regional, individual e subjectivo:

Além disso, o barroco apresenta características regionais nas diferentes localidades em que se desenvolveu.

A personalidade forte de alguns artistas do período, também é um grande diferencial dentro desse estilo artístico que deixava o campo aberto à subjectividade.

As suas principais características são a teatralidade das obras, o dinamismo, a urgência, o conflito e o forte apelo emocional.

Na busca da emoção, para provocar o observador, o artista abusa da verosimilhança das cenas retratadas, daí a importância também na observação da natureza.

O artista para atingir esses efeitos lança mão principalmente de cores, texturas, jogos de luz e sombra, diagonais e curvas, bem como o domínio do uso do espaço. Os temas místicos e os tirados da vida quotidiana são frequentes no período.

Pintura, escultura e arquitectura, entrelaçadas uma à outra:

A questão da harmonia também é importante para o barroco. Entretanto, ela é vista numa obra de forma diferente do renascimento.

Para o renascentista, a harmonia do todo era garantida por cada detalhe da obra em perfeito equilíbrio, cada detalhe separadamente como um todo harmónico.

Já para o barroco, a harmonia do conjunto é mais importante, a fusão harmónica dos diferentes componentes de um trabalho. A harmonia individual pode ser sacrificada em nome da harmonia do todo.

Além disso, essa valorização da unidade geral entrelaçou muito a arquitectura com a escultura e com a pintura. O ideal das construções passou a ser o do inter-relacionamento desses elementos, dialogando harmonicamente para o bem do conjunto.

No geral, o Barroco é um clássico rebelde:

O Barroco surgiu na Itália, aproveitando-se de alguns elementos renascentistas e transformando-os.

O renascimento italiano influenciou sobremaneira a arte posterior. Costuma-se dizer que vivíamos o estilo renascentista de construção, por exemplo, quase até o Século XX, com a entrada em cena do modernismo.

O barroco também se inspira, em certo sentido, na arquitectura clássica., mas recebe esse nome pelos críticos do período (com o significado de grotesco) exactamente por não respeitar as combinações e a utilização dos gregos e romanos.

Apesar de se utilizar de formas naturalistas, não se pode dizer que seja uma mera continuação do renascimento.

O artista era religioso, mas independente da religião:

A Espanha foi um dos países que mais desenvolveu esse estilo que se espalhou pela Europa.

Além disso, importante no período é o facto de o mecenato sair das mãos da Igreja para concentrar-se na aristocracia.

O homem barroco é um ser dividido, em conflito, repleto de energia e extremamente místico. Os artistas da época expressavam essa energia e as suas convicções espirituais nas suas obras.

Um bom exemplo disso é a figura de Bernini. Entretanto, Rubens é considerado um dos maiores expoentes do movimento. O italiano Caravaggio também é extremamente importante, com influência por várias partes da Europa.

ARTISTAS DA ÉPOCA: Caravaggio, Annibale Carracci, Gianlorenzo Bernini, Rubens, Rembrandt, Velázquez, and Vermeer.

ROCOCÓ

Rococó é o estilo artístico que surgiu na França como desdobramento do Barroco, mais leve e intimista que aquele e usado inicialmente em decoração de interiores.
Desenvolveu-se na Europa do século XVIII, e da arquitectura disseminou-se para todas as artes. Vigoroso até ao advento da reacção neoclássica, por volta de 1770, difundiu-se principalmente na parte católica da Alemanha, na Prússia e em Portugal.
Os temas utilizados eram cenas eróticas ou galantes da vida cortesã (les fêtes galantes) e da mitologia, pastorais, alusões ao teatro Italiano da época, motivos religiosos e farta estilização naturalista do mundo vegetal em ornatos e molduras.
O termo deriva do francês "rocaille", que significa embrechado, técnica de incrustação de conchas e fragmentos de vidro utilizada originariamente na decoração de grutas artificiais.
Na França, o rococó é também chamado estilo Luís XV e Luís XVI.

CARACTERÍSTICAS GERAIS:

· Uso abundante de formas curvas e pela profusão de elementos decorativos, tais como conchas, laços e flores.
· Possui leveza, carácter intimista, elegância, alegria, bizarro, frivolidade e exuberância.

ARQUITECTURA:

Durante o Iluminismo, entre 1700 e 1780, o rococó foi a principal corrente da arte e da arquitectura pós-barroca. Nos primeiros anos do século XVIII, o centro artístico da Europa transferiu-se de Roma para Paris. Surgido na França com a obra do decorador Pierre Lepautre, o Rococó era a princípio apenas um novo estilo decorativo.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:

· Cores vivas foram substituídas por tons pastéis, a luz difusa inundou os interiores por meio de numerosas janelas e o relevo abrupto das superfícies deu lugar a texturas suaves.
· A estrutura das construções ganhou leveza e o espaço interno foi unificado, com maior graça e intimidade.

PRINCIPAL ARTISTA:

Johann Michael Fischer, (1692-1766), responsável pela abadia beneditina de Ottobeuren, marco do Rococó Bávaro. Grande mestre do estilo Rococó, responsável por vários edifícios na Baviera. Restaurou dezenas de igrejas, mosteiros e palácios.

ESCULTURA:

Na escultura e na pintura da Europa Oriental e central, ao contrário do que ocorreu na arquitectura, não é possível traçar uma clara linha divisória entre o Barroco e o Rococó, quer cronológica, quer estilisticamente.

Mais do que nas peças esculpidas, é na sua disposição, dentro da arquitectura que se manifesta o espírito Rococó. Os grandes grupos coordenados dão lugar a figuras isoladas, cada uma com existência própria e individual, que dessa maneira contribuem para o equilíbrio geral da decoração do interior das igrejas.

PRINCIPAIS ARTISTAS:

Johann Michael Feichtmayr, (1709-1772), escultor alemão, membro de um grupo de famílias de mestres da moldagem no estuque, distinguiu-se pela criação de santos e anjos de grande tamanho, obras-primas dos interiores rococós.

Ignaz Günther, (1725-1775), escultor alemão, um dos maiores representantes do estilo rococó na Alemanha. Suas esculturas eram em geral feitas em madeira e a seguir policromadas. "Anunciação", "Anjo da guarda", "Pietà".

PINTURA:

Durante muito tempo, o Rococó francês ficou restrito às artes decorativas e teve pequeno impacto na escultura e pintura francesas. No final do reinado de Luís XIV, em que se afirmou o predomínio político e cultural da França sobre o resto da Europa, apareceram as primeiras pinturas Rococó sob influência da técnica de Rubens.

Principais Artistas:

Antoine Watteau, (1684-1721), as figuras e cenas de Watteau converteram-se em modelos de um estilo bastante copiado, que durante muito tempo obscureceu a verdadeira contribuição do artista para a pintura do século XIX.

François Boucher, (1703-1770), as expressões ingénuas e maliciosas das suas numerosas figuras de deusas e ninfas em trajes sugestivos e atitudes graciosas e sensuais não evocavam a solenidade clássica, mas a alegre descontracção do estilo Rococó. Além dos quadros de carácter mitológico, pintou, sempre com grande perfeição no desenho, alguns retratos, paisagens ("O casario de Issei") e cenas de interior ("O pintor no seu estúdio").

Jean-Honoré Fragonard , (1732-1806), desenhista e retratista de talento, Fragonard destacou-se principalmente como pintor do amor e da natureza, de cenas galantes em paisagens idílicas. Foi um dos últimos expoentes do período Rococó, caracterizado por uma arte alegre e sensual, e um dos mais antigos precursores do impressionismo.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rococó

terça-feira, 13 de abril de 2010

DEGREDO ALÉM-MAR E A ACTUALIDADE.


Foram os descobrimentos portugueses que iniciaram o período renascentista e com ele, por arrastamento, o humanismo cultural “antropocentrismo”. Porem foi depois dos descobrimentos que as penalizações de desterro tiveram mais aplicação na Europa. Pelo comércio ou navegação triangular (Europa – África – América), começaram a estabelecer-se transacções comerciais ultramarinas que para além das matérias-primas, atingiram o auge da desumanidade: O tráfico de escravos e as penas de degredo.
Portugal desterrava os seus condenados para o Brasil com fim colonizador e, ainda no século XX para a Ilha do Sal de Cabo Verde como colónia penal ideológica;
A Espanha deportava os seus condenados comuns ou por via Inquisitorial, com o mesmo intuito colonizador, para a Argentina;
A França utilizava a Ilha do Diabo na Guiana Francesa, como colónia penal;
A Inglaterra para a Austrália, também como colónia penal e com o mesmo plano colonizador.
Referindo agora, finalmente, os Estados Unidos da América com Guantânamo, sem intenção de colonização mas única e exclusivamente de penalização ao degredo que foi secreto e que se mantém ainda neste século XXI, contra a Declaração Universal dos Direitos do Homem.
OS OUTROS CRIMES CONTRA A HUMANIDADE:

domingo, 11 de abril de 2010

PRINCÍPIO E FIM DO IMPÉRIO ROMANO


O Império Romano é a fase da história da Roma Antiga caracterizada por uma forma autocrática de governo que sucedeu à República Romana que durou quase 500 anos (509 a.C. – 27 a.C.) e tinha sido enfraquecida pelo conflito entre Caio Mário e Sulla e pela guerra civil de Júlio César contra Pompeu.

Muitas datas são comummente propostas para marcar a transição da República ao Império, incluindo a data da indicação de Júlio César como ditador perpétuo (44 a.C.), a vitória do herdeiro de Octávio na Batalha de Accio (2 de Setembro de 31 a.C.), ou a data em que o senado romano outorgou a Octávio o título honorífico de Augusto (16 de Janeiro de 27 a.C.).

Também a data do fim do Império Romano é atribuída por alguns ao ano 395, com a morte de Teodósio I, após a qual o império foi dividido em “pars occidentalis” e “pars orientalis”. A parte Ocidental, o Império Romano do Ocidente terminou, por convenção, em 476, ano em que Odoacro depôs o último imperador Rómulo Augusto, ou mais precisamente até à morte do seu predecessor, Júlio Nepos, que se considerava ainda imperador (assim era considerado pelo seu par Oriental). Já o Império Romano do Oriente perdurou até à queda de Constantinopla pelos turcos otomanos em 1453.

O Império Romano tornou-se a designação utilizada por convenção para referir ao estado romano nos séculos que se seguiram à reorganização política efectuada pelo primeiro imperador, César Augusto.

Após a morte do imperador Teodósio em 395, a unidade do Império é definitivamente quebrada com a divisão feita pelos seus dois filhos: Arcádio (Augusto desde 383), o mais velho, obteve o Oriente com sede em Constantinopla; Honório (Augusto desde 393), recebeu o Ocidente com sede em Milão ou Ravena. Na época, este acto não representava qualquer inovação, já que a partilha das responsabilidades e atribuições era prática corrente. Além disso, a ideia de unidade mantinha-se devido à figura de Estilicão, general de origem vândala, imposto por Teodósio como tutor dos jovens soberanos. Nas duas partes do império mantinham-se também idênticas instituições, tanto nas províncias como nos organismos centrais. Porém, não há dúvida que se vinha já produzindo uma diferenciação económica e social profunda entre Ocidente e Oriente, iniciada muito antes de 395, e que se acentuou nos anos seguintes, entre 395 e 410, devido, sobretudo, ao problema germânico. O Ocidente apresentava-se militarmente frágil e permeável às investidas bárbaras. A partir de 401, os Ostrogodos invadem as províncias do Danúbio superior. A partir de 406, são os Vândalos, os Sármatas, os Alanos e os Alamanos que devastam a Gália Ocidental, e Alarico saqueia Roma (410). O próprio Estilicão, internamente perseguido pelo partido antibárbaro, é decapitado a 22 de Agosto de 408. O Ocidente ficou sob o poder dos chefes bárbaros e em 476, Odoacro, chefe dos Hérulos, depôs o último imperador romano do ocidente, Rómulo Augusto, e devolveu as insígnias ao imperador do Oriente cujos sucessores reinaram em Constantinopla até 1453.

http://lportuguesa.malha.net/content/view/15/44/

http://www.duplipensar.net/artigos/2007/legado-romano-para-ocidente.html

http://imperioroma.blogspot.com/2008/03/vida-na-roma-antiga.html