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PORTAL DE AGOSTINHO DA SILVA

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O FILOSOFO DE PORTUGAL

domingo, 26 de fevereiro de 2012

DO FIM DA REPÚBLICA ROMANA AO PRINCÍPIO DO IMPÉRIO



O primeiro triunvirato foi uma aliança política informal estabelecida em 59 a.C., na República Romana, entre Júlio César, Pompeu o Grande e Marco Licínio Crasso, que se prolongaria até 53 a.C..
No início da década de 50 a.C. aparentemente nada pressupunha a união destes três homens: Júlio César, acabado de ser eleito cônsul, era um advogado brilhante mas um político desconhecido; Pompeu era extremamente popular junto dos cidadãos dadas as suas conquistas militares, mas desprezado pela classe senatorial pela falta de nobreza “sangue azul” da sua família; Crasso era considerado o homem mais rico de Roma, mas faltava-lhe influência política. Uma vez que César não tinha aliados políticos, Pompeu não conseguia obter terras de cultivo para os veteranos das suas legiões e Crasso não era levado a sério na sua ideia de conquistar o Império Parto, uma das principais potências político-culturais iranianas da antiga Pérsia. Para obviar essa lacuna de poder, os três juntaram-se para unir os necessários esforços de conquista.
Ao contrário do que viria a ser o segundo triunvirato, este acordo era informal e não continha nenhum valor jurídico. A única transacção efectuada foi a de Júlia Cesaris, filha de César, que se tornou mulher de Pompeu num casamento que haveria de se revelar muito feliz.
Durante o seu consulado em 59 a.C., César legislou a concessão de terras para os soldados de Pompeu, apesar de forte contestação da facção conservadora do senado, e leis que favoreciam os negócios de Crasso. Em troca, obteve o apoio de Pompeu para conseguir a governação da Gália e iniciar a conquista de toda a região (Guerras Gálicas). Em 55 a.C., Pompeu e Crasso foram eleitos cônsules em parceria e prolongam assim o poder de César na Gália por mais cinco anos. Crasso assegurou ainda os fundos e legiões para a tão desejada campanha persa.
No ano seguinte, a morte de Júlia enfraqueceu a relação entre Pompeu e César e, em 53 a.C. Crasso foi morto pelos partos na Batalha de Carras “Carrhae”. Sem mais nada a uni-los, Pompeu e César desfazem a aliança e transformam-se em inimigos.

Mapa da República Romana durante o Segundo Triunvirato (32 a.C.): A área em verde escuro era o sector sob poder de Octávio; a área em azul escuro estava sob o poder de Marco António e a área em azul claro sob poder de aliados ou vassalos de Marco António.
O segundo triunvirato foi estabelecido em 43 a.C., na República Romana, entre Marco António, Octávio e Lépido, prolongou-se até 33 a.C..
Ao contrário do primeiro triunvirato, um acordo informal entre Júlio César,  Pompeu o Grande e Marco Licínio Crasso, este triunvirato foi uma aliança política formal, com o nome oficial de Triunviros para a Organização do Povo (em Latim: Triumviri Rei Publicae Constituendae Consulari Potestate), o triunvirato foi legislado pela Lex Titia e aprovado pela Assembleia do Povo, conferindo poderes universais aos três homens por um período de cinco anos.
A constituição do segundo triunvirato e atribuição de poderes excepcionais a António, Octaviano e Lépido justificou-se no período de crise sem precedentes que se seguiu ao assassinato de Júlio César nos Idos de Março de 44 a.C.. Octaviano então com cerca de 20 anos era filho adoptivo do ditador, António e Lépido dois dos seus comandantes de maior confiança; todos ambicionavam poder e vingança. A primeira acção dos triúnviros foi a de eliminar todos os homens que conspiraram contra César – Cícero o filosofo foi uma das vítimas – e perseguir Bruto (Marcus Junius Brutus) e Cássio que entretanto se haviam refugiado na Grécia.
Tirando Lépido, que era uma figura de consenso e sem grande ambição política, Octaviano e Marco António odiavam-se e conspiraram um contra o outro desde a formação do triunvirato. Em 38 a.C. o acordo foi renovado por mais cinco anos, mas as relações entre os três estavam longe de serem amigáveis. Lépido foi afastado do poder e exilado de Roma na sequência de uma manobra política falhada, enquanto Marco António, estacionado com o exército no Egipto, atacava Octaviano com todas as armas. Finalmente em 33 a.C., o triunvirato chegou ao fim e Marco António e Octaviano entraram na guerra aberta que haveria de resultar na Batalha de Áccio (31 a.C.) e no suicídio do primeiro com Cleópatra. Com os seus pares afastados do poder, Octaviano ficou sozinho para governar Roma. Em 27 a.C. aceita o título de augusto e inicia o Império Romano com a dinastia Júlio-Claudiana que terminou com Nero o último dos Césares.