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PORTAL DE AGOSTINHO DA SILVA

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O FILOSOFO DE PORTUGAL

sábado, 19 de junho de 2010

TRATADOS

TRATADOS NA HISTÓRIA DE PORTUGAL

Tratados na História de Portugal

Zamora

 
1143 - Acordo de paz celebrado, em 1143, entre D. Afonso Henriques e o seu primo, D. Afonso VII de Leão. Após cerca de três anos sem hostilidades entre os dois territórios vizinhos, o encontro de Zamora serviu para definir as cláusulas da paz e, possivelmente, os limites de cada Reino.
Alcañices
1297 - Tratado pelo qual Castela reconhece a Portugal a posse do Algarve.

Windsor
 
1386 - O  tratado de Windsor (9 de Maio de 1386) estabeleceu a aliança Anglo-Portuguesa, aliança até hoje permanente entre os dois reinos

Alcáçovas
 
1479 - Tratado de Alcáçovas (1479), Afonso V abandona os direitos da sua esposa Joana ao trono de Castela.

Tordesilhas
 
1494 - Tordesilhas foi um tratado assinado por Portugal e Espanha, em 1494, com a mediação do Vaticano, determinando que um meridiano do Pólo Norte ao Pólo Sul situado a 370 léguas ao Oeste das ilhas de Cabo Verde como linha divisória das terras, reservando tudo o que estivesse a Leste desse limite para os portugueses, incluindo o Brasil e a Oeste para os espanhóis.

Zaragoza
 
1529 - O tratado de Zaragoza (1529) resolveu a disputa sobre a posse das Molucas, removendo qualquer obstáculo ao entendimento Portugês-Espanhol, e o tratado de Tordesilhas fez o mesmo para o Pacífico; assim todos os territórios do Novo Mundo estavam em teoria divididos entre Portugal e Espanha.

Lisboa
 
1668 - Depois das batalhas da restauração da independência de Portugal, a paz foi finalmente feita entre Portugal e Espanha pelo tratado de Lisboa em 1668.
Methuen
 
1703 - Em 27 de Dezembro de 1703 o enviado Inglês Jonh Methuen, concluíu também o tratado de Methuen , pelo qual as trocas de vinho do porto por tecidos de lã ingleses, foram a principal base deste tratado. Este tratado assegurou também grandes privilégios, aos comerciantes ingleses.

Fontainebleau
 
1807 - Tratado secreto Franco-Espanhol de Fontainebleau em Outubro de 1807, que considerava a divisão de Portugal entre Napoleão I e Godoy.
 
Versalhes
1919 - Pelo tratado de Versalhes (1919) Portugal recebeu 0,75 porcento das indemnizações pagas pelos alemães e o Quionga área de Moçambique capturada pelas forças portuguesas na África Oriental.



quinta-feira, 17 de junho de 2010

A RECONQUISTA CRISTÃ NA IBÉRIA


Por volta do ano 711 toda a Península Ibérica seria invadida por hordas berberes, comandadas por Tarik ibn-Ziyad,
obrigando os visigodos a recolherem-se principalmente nas Astúrias, uma região no Norte da Península, que, pelas suas características naturais, colocava grandes dificuldades ao domínio muçulmano. 
Além disso, os muçulmanos estavam mais interessados em atravessar os Pirenéus e derrotar os Francos, visto terem como objectivos conquistar todos os territórios à volta do Mediterrâneo, o que acabou por não acontecer, pois foram derrotados pelos Francos
O período compreendido entre 711 e 1492 foi marcado, na Península Ibérica, entre outros factos, pela presença de governantes muçulmanos. Em nome da recristianização da região, ocorreu um longo processo de lutas, considerado por alguns como parte do movimento de cruzadas, resultando finalmente na completa reconquista do território por parte dos cristãos. 
Durante esta fase, dá-se o nascimento do Reino de Portugal e de outros diversos reinos na Península Ibérica. Enquanto Portugal já em 1250 tinha os seus limites muito próximos dos actuais, a unificação da Espanha deu-se desde o reinado de Fernando e Isabel (os Reis Católicos), de forma gradual, embora, até hoje ainda existam manifestos movimentos separatistas.
     
O primeiro reino cristão foi o das Astúrias, fundado por Pelágio, e mais tarde de Reino de Leão. Nos princípios do século X a província de Navarra tornou-se independente, formando o Reino de Navarra.
Os Reis Ásturo-leoneses foram alargando os domínios cristãos que atingiram o rio Mondego  (Afonso III de Leão, e, ao mesmo tempo, iam repovoando terras e reconstruindo igrejas e mosteiros, ficando célebre na parte ocidental o Mosteiro de Guimarães  – com grandes propriedades rústicas e muitos castelos por todo o norte do país. 
Porém, já no século X, as discórdias entre os chefes cristãos enfraqueceram o reino, e Almançor tomou a ofensiva destruindo Leão, a capital, e reduzindo o reino cristão ao último extremo. 
No século XI, Sancho de Navarra, rei de Navarra, anexou o condado de Castela e, por sua morte, os seus estados foram divididos pelos três filhos, sendo nessa altura os condados de Aragão e de Castela elevados à categoria de reinos. O reino de Castela coube a Fernando I, o Magno, mas este em breve apoderou-se também do reino de Leão.
Fernando, rei de Leão e Castela, notabilizou-se na luta contra os muçulmanos recuperando muitas terras, entre as quais Coimbra  (1064), alargando assim definitivamente os limites da reconquista até ao Mondego. Este monarca desenvolveu o território entre o Douro e Mondego, o qual aparece designado por Portucale, separadamente dos outros territórios da Galiza, com dois distritos ou condados – Portugal e Coimbra – gozando de autonomia administrativa, com magistrados próprios.
Fernando I, ao falecer (1065), repartiu os seus domínios pelos filhos: Sancho ficou com Castela,  Afonso com Leão e Astúrias, e Garcia com a Galiza (e portanto com o condado de Portugal), transformando-o em reino independente. Depois de varias lutas entre os irmãos, morto Sancho e destronado Garcia, Afonso VI de Castela reúne novamente todos os estados de seu pai, tornando-se assim rei de Leão, de Castela e de Galiza.
Afonso VI, aproveitando as lutas entre os principados muçulmanos após a desagregação do califado de Córdova  (1031), prosseguiu a guerra contra os infiéis e conquistou Toledo, onde fixou a capital. Face às vitórias cristãs, os emires pedem auxilio aos Almorávidas da Mauritânia, e estes, vindo à Península, derrotam os exércitos cristãos na Batalha de Zalaca  (1086).
Porém, a Oeste, os nobres galegos e do condado portucalense, tomam Santarém e a seguir Lisboa e Sintra (1093), estendendo assim a Reconquista até ao Tejo. Contudo, em 1110, uma reacção mais forte dos Sarracenos trouxe-os de novo até junto de Santarém e após um longo assédio a cidade rendeu-se, diminuindo de extensão o poder dos leoneses. Santarém permanece então no poder dos mouros até ser reconquistada definitivamente por D. Afonso Henriques em 1147.
Acudindo aos apelos de Afonso VI, entre os cavaleiros de além-Pirenéus, vem Raimundo, filho do conde de Borgonha, que casaria com D. Urraca, filha do rei de Leão e recebe deste (1093) o governo de toda a Galiza até ao Tejo. No ano seguinte chega à Península Ibérica, D. Henrique, irmão do Duque de Borgonha e primo de Raimundo, que recebe a mão de D.Teresa, filha ilegítima de Afonso VI e recebe, depois, o governo da província portucalense que fazia parte do Reino da Galiza - terra que o seu filho Afonso Henriques  (revoltando-se contra ela e o seu padrasto Fernão Peres de Trava) alargou e tornou em reino independente. Assim, a formação do reino de Portugal foi uma frutuosa consequência das Cruzadas do Ocidente.
O reino da Galiza passou a ser unicamente aquele ao Norte do rio Minho, ficando, com o tempo, mais dependente do poder do Reino de Castela, limitada por Leão a Este e por Portugal a Sul, a Galiza assumia assim a sua fronteira e Portugal seria o único a constituir um estado independente do poder castelhano.
Depois de D. Afonso VI de Leão, o último grande reconquistador espanhol até aos reis católicos, a reconquista contra os Almóadas foi prosseguida pelos reis de Portugal, Castela, Aragão e pelos condes de Barcelona.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

BANDEIRAS DE PORTUGAL

CLICAR ACIMA, NO TÍTULO

BANDEIRA DE PORTUGAL


BANDEIRA DA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA



BANDEIRA DA REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES

D. HENRIQUE DE BORGONHA


Pelo século X o condado de Portugal ( norte do Douro ) foi governado por Mumadona Dias seu marido Hermenegildo Gonçalves e os seus descendentes, um dos quais era tutor e sogro do rei Leonês Alfonso V.
Mas quando a sua dinastia foi destronada pela casa de Navarra - Castelhana de Sancho III o Grande, o condado ocidental perdeu a sua autonomia.

O filho de Sancho III, Fernando I de Castela, reconquistou Coimbra em 1064 mas entregou o seu governo a um moçarabe. Quando os Almorávidas Africanos anexaram a Espanha Muçulmana, Alfonso VI de Leão (1065-1109) e Castela (1072-1109) tomaram providências para a defesa do Oeste, solicitando a ajuda de Henrique, irmão do Duque de Eudes ( Odo ) de Borgonha, casando-o com a sua filha ilegítima Teresa, e fizeram-no conde de Portugal. 

Camões disse do Conde D. Henrique:
        ( Henrique de Borgonha )


“Destes Anrique, dizem que segundo
Filho de um Rei de Ungria exprimentado,
Portugal houve em sorte, que no mundo
Então não era ilustre nem prezado;
E, para mais sinal d'amor profundo,
Quis o Rei Castelhano, que casado
Com Teresa, sua filha, o Conde fosse;
E com ela das terras tornou posse... “ 


D. AFONSO HENRIQUES “O CONQUISTADOR”



D. Afonso Henriques, aos 16 anos arma-se a ele próprio cavaleiro em Zamora. Tenta impor-se perante a mãe. Ela resiste, ele não cede e Afonso VII, rei de Leão, veio cercá-lo a Guimarães para lhe abrandar o carácter. Egas Moniz, que tinha sido aio de D. Afonso Henriques, e era seu Alferes-mor, perante a situação difícil do seu pupilo, vai ao rei de Leão e promete-lhe que o jovem Afonso lhe prestaria vassalagem. Ele não prestou. Egas Moniz e a família foram, de corda ao pescoço, junto do rei para pagarem com a vida a promessa não cumprida.
 Afonso VII não aceitou o sacrifício do honrado homem. O príncipe prosseguiu, sem pruridos de consciência, a tarefa iniciada pelos pais.
 
Como D. Teresa, depois da morte do marido, se tivesse ligado ao fidalgo galego Fernão Peres de Trava e muitos fidalgos galegos fizessem parte do seu séquito, o que era contrário à ideia da separação da Galiza, D. Afonso resolveu combatê-los.
Em 24 de Julho de 1128 deu-se a BATALHA DE S. MAMEDE, junto ao castelo de Guimarães.
D. Teresa e os seus companheiros de armas foram derrotados. D. Teresa saiu de Portugal. Faleceu dois anos depois em Leão. Repousa na Sé de Braga onde se encontra ao lado do marido.
Portugal tinha-se libertado da Galiza mas continuava sujeito ao rei de Leão. O jovem Afonso não se conforma só com a autonomia. Quer ser independente.
Afonso VII era seu suserano. Suserano era o senhor de quem dependiam outros chefes de menor importância:
 
Portugal era um feudo (propriedade) do rei e Afonso Henriques seu súbdito. Tinha de lhe prestar vassalagem. Isso estava fora dos seus projectos. Em vez de obediência e vassalagem, o jovem Afonso atacava terras de Leão e Castela.

Em 1131 muda a capital de Guimarães para Coimbra. Em 1137 vence os Leoneses na batalha de Cerneja. Mas, tal como o pai, sabe que só a Igreja lhe pode valer.
Afonso Henriques vai buscar o francês Bernardo para bispo de Coimbra. Edifica ao mesmo tempo o Mosteiro de Santa Cruz e coloca-o sob a protecção da Santa Sé. Mais tarde funda e protege a construção do Mosteiro de Alcobaça.
 Dota-o de um couto enorme onde os monges podiam arrotear a terra, ensinar a ler e organizar populações.
Os lugares ficavam defendidos e beneficiados pelo saber que os monges divulgavam. Os abades cistercienses de Alcobaça eram tidos em grande conta pela Santa Sé.
D. Afonso bem precisava que assim fosse. Os desentendimentos com o rei de Leão continuavam.
Os mouros conheciam estas quezílias e aproveitavam-nas.
Afonso Henriques convence o rei de Leão a fazer as pazes, em Tui. A seguir lança-se sobre os mouros e vence-os na batalha de Ourique em 25 de Julho de 1139. 
Batalha de Ourique foi travada em 25 de Julho de 1139, dia de Santiago, entre as forças do nosso primeiro rei e as de um chefe islâmico denominado Esmar.
  A Batalha de Ourique associa-se à história da aclamação de Afonso Henriques como rei pela nobreza guerreira, em que se descreve o seu regresso triunfal a Coimbra, com a possível indicação de ter sido a partir desse momento que o infante passou a intitular-se rei.
  Associada a esta batalha existe uma lenda que a descreve como uma batalha travada contra cinco reis mouros e ganha, ou pela força da protecção divina (versão clerical)
 ou pela valentia dos cavaleiros (versão nobiliárquica), num caso e noutro dispensadora de terras e riqueza, de reino e realeza.
  No entanto sobre a batalha real pouca informação existe, o que leva a crer que o confronto de Ourique se teria traduzido, na realidade, numa refrega militar de modestas proporções, quando confrontada com as grandes batalhas da Reconquista.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A CONQUISTA DE SANTARÉM




Sendo pois imperiosa a conquista de Santarém, torna-se evidente que só um ataque de surpresa, poderia surtir efeito para tomar de assalto uma praça tão forte.
A surpresa sugere penetração na cidade durante a noite e exige segredo, "o segredo exige o pequeno número de combatentes, o pequeno número exige uma selecção rigorosa (J.Mattoso).
Assim na madrugada do dia 15 de Março de 1147, o pequeno grupo (talvez 120 pessoas) entra na cidade e submete-a rapidamente.


Tal foi a facilidade da conquista em apenas uma noite, sendo Santarém uma praça muito forte e rica, em contraste com os quatro meses que foram necessários para a conquista de Lisboa, que se pode questionar se não teria havido conivência de parte de alguém dentro da cidade.
Havia em Santarém muitos habitantes moçárabes (cristão de cultura árabe), pois a cidade apenas havia estado sob ocupação almorávida entre 1111 e 1140.
Outra questão interessante, conta-se, foi a forma que Afonso Henriques utilizou para romper as tréguas estabelecidas, entre as tropas portuguesas e Santarém, já que os usos da época determinavam que se não podia atacar havendo tréguas, sem primeiro avisar o inimigo.
D.Afonso Henriques terá então enviado Martin Mohab, numa terça-feira a Santarém dizendo que as tréguas estavam "rotas por três dias", mas atacou dois dias depois do prazo indicado.



A isto chamou Alexandre Herculano uma "perfídia", outros dirão que foi muito inteligente e hábil, típica da arte de guerra.
D.Afonso Henriques foi muitas vezes hábil, demasiadas vezes esperto em fazer acordos e rompê-los, assim começámos a ser Portugal.

GERALDO GERALDES, O SEM PAVOR


Guerreiro português, viveu no reinado de D. Afonso Henriques. Pouco se sabe de concreto sobre a sua vida, à parte o facto de ter conquistado ardilosamente a cidade de Évora e de a ter oferecido ao rei, no ano de 1165, julga-se que para o aplacar depois de ter incorrido em desfavor junto do monarca. 

Como recompensa pelo feito, que dava aos cristãos um domínio estrategicamente importante e de há muito ambicionado, D. Afonso Henriques nomeou-o alcaide da cidade e Fronteiro-mor do Alentejo.
Geraldo ficou conhecido pelo terror que infundia às populações muçulmanas, na sua actividade de guerreiro e salteador.

Ficou também conhecido pelas suas tácticas de guerra e pelo seu modo de conquistar as cidades, que consistia em assaltar os castelos durante a noite, matar o vigia e entrar de surpresa; como fazem actualmente as unidades de operações especiais (a). Deste modo conquistou várias outras praças, como Serpa, Cáceres e Trujillo. Outras vezes, porém, teve menos sucesso, sendo aprisionado e vendo-se na necessidade de resgatar-se pela entrega de algumas das praças conquistadas.
(a) Para os conceitos de nobreza da Cavalaria da Idade Média, os métodos de assalto de surpresa eram considerados actos próprios da ralé. 

domingo, 13 de junho de 2010

ORIGENS DA MARINHA PORTUGUESA



D. Afonso Henriques tinha uma marinha primitiva que esteve envolvida em constantes escaramuças com os barcos muçulmanos no estreito de Gibraltar. D. Fuas Roupinho foi um dos primeiros comandantes navais portugueses.
O seu sucessor D. Sancho I continuou a expansão naval do reino mandando construir em 1189, uma esquadra de  40 galés, galeotas e outros barcos.
Com D. Diniz, o maior rei medieval português (1261-1325), a marinha real e a mercante desenvolveram-se consideravelmente. Os barcos mercantes portugueses navegavam para França, Normandia, Inglaterra, Espanha e Mediterrâneo.
D. Diniz mandou semear um pinhal perto de Leiria, para fornecer madeira para a construção naval e encorajar a indústria conferindo o privilégio de cavaleiros aos seus oficiais e artesãos. Manteve uma esquadra permanente para guardar as costas contra os ataques dos piratas, e foi o primeiro monarca português a estabelecer um posto de Almirante permanente e hereditário.
Em 1317 um nobre genovês famoso,  Manuel Pessanha, foi o primeiro a ser nomeado para esse posto. Pessanha trouxe para Portugal diversas famílias genovesas que se tornaram com o tempo, os mais influentes na expansão marítima Portuguesa.
O filho de Pessanha herdou o título de almirante do seu pai ao que juntaram mais dois almirantes no reinado de D. Afonso IV, o que indicava o alargamento da marinha real,

A BATALHA NAVAL DO CABO DE S.VICENTE

A Batalha naval travada entre a Frota Naval Portuguesa ao comando do Almirante Pessanha e a frota naval castelhana ao comando do Almirante Tenório. Foi Travada em 21 de Julho de 1337 ao largo do Cabo de S. Vicente.
Superiores em número, os navios castelhanos abordaram os Portugueses. A batalha durou muito tempo, tempo em que os marinheiros de Pessanha parecem ter chegado a vencer nove galés inimigas. 
 S. VICENTE
A desigualdade das forças fez mudar a fortuna da batalha. A vitória foi por fim dos Castelhanos, que afundaram duas galés portuguesas, aprisionaram, entre outros a capitania e levaram prisioneiro para S. Lucar (Espanha) o Almirante-Mor de Portugal, enquanto os destroços da frota vencida recolhiam tristemente a Lisboa.



Manuel Pessanha  (em italiano Emanuele Pessagno, nome que depois aportuguesou para Pessanha) foi um genovês, senhor de Castelo di Passagno, que entrou ao serviço de Portugal, no tempo do rei D. Dinis, tendo sido incumbido de reorganizar a ainda incipiente armada portuguesa, devendo para isso trazer vinte homens de Génova para que exercessem o cargo de alcaides dos navios, conferindo-lhe em troca o título de Almirante de Portugal. Participou nas batalhas navais que opuseram Castela a Portugal no tempo de Afonso IV de Portugal e Afonso IX de Castela, tendo sido feito prisioneiro dos castelhanos em 1337, após a derrota na Batalha do Cabo de São Vicente, e libertado em 1339.

D. Afonso IV