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PORTAL DE AGOSTINHO DA SILVA

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O FILOSOFO DE PORTUGAL

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O IMPERADOR GLADIADOR



O GLADIADOR um filme épico do cinema moderno, lançado em 5 de Maio de 2000.  Gladiator que foi um enorme sucesso de bilheteira, recebendo críticas geralmente favoráveis. O filme foi indicado para vários prémios, vencendo cinco Óscares incluindo o de Melhor Filme.
Embora romanceado esse imperador Cómodo, filho de Marco Aurélio existiu:
Lúcio Aurélio Cómodo, em latim Marcus Aurelius Commodus Antoninus, nascido em Lanúvio, no Lácio, a 31 de Agosto de 161 dC.  Foi um imperador romano que governou de 180 a 192. dC.


Era filho de Marco Aurélio e de Faustina a Jovem, nasceu no dia anterior às calendas de Setembro - calendário Juliano - e foi o primeiro imperador, numa série de cinco, a ascender ao poder por laços de sangue e não por adopção. É frequentemente citado como um dos piores imperadores romanos, tendo o seu reinado marcado o final da chamada era dos Cinco bons imperadores.


Teve um irmão gémeo, chamado Antonino, mas a sua mãe tinha sonhos, quando grávida, de que daria à luz serpentes. Antonino, porém, só viveu até os quatro anos de idade.
Cómodo foi educado em literatura grega por Onesicrates, em latim por Antistius Capella e em retórica por Ateius Sanctus.
Em 176, o seu pai nomeou-o co-imperador, e até à morte de Marco Aurélio os dois governaram juntos, durante a guerra contra os Marcomanos, uma tribo germânica com estreitas ligações aos suevos e que habitavam a região sul do rio Danúbio. No entanto, com a morte do seu pai, Marco Aurélio, Cómodo preferiu, contra a opinião dos assessores do pai, encerrar a política de guerra total e fazer com os germanos uma paz negociada, muito embora o exército romano estivesse envolvido, entre 180 e 182, em campanhas de "limpeza" na região danubiana.


A renúncia à conquistas de territórios levava em conta os recursos económicos romanos, desde a época de Trajano, por serem insuficientes para manter um número crescente de tropas permanentes sem um grande aumento da base tributária já existente. Era algo que, desde a renúncia às inseguras conquistas asiáticas de Trajano e Adriano, tendia a desagradar à elite governante romana, que via nisso reduzidas as oportunidades de ocupar cargos públicos. A renúncia a uma política ofensiva de Cómodo deveria, aliená-lo, como Adriano, dos grupos tradicionalistas poderosos no Senado, com o qual começou desde cedo a entrar em atrito. A tradição de Cómodo como "mau" imperador, com as usuais acusações de depravações sexuais e extravagâncias, preservadas na sua biografia romanceada na História Augusta - colecção de biografias de imperadores romanos, escrita, provavelmente, no final do século IV - vindo daí talvez esse conceito.


Cómodo celebrizou-se, segundo a tradição, pelo gosto dos espectáculos violentos. Esse seu gosto pela violência teria começado muito cedo: diz-se que, aos 12 anos de idade, após reclamar de um banho muito quente, exigiu que o criado responsável fosse queimado vivo. Os demais serventes enganaram Cómodo, lançaram ao fogo o corpo de um animal, dizendo tratar-se do responsável pelo banho. Cómodo, então, ficou em frente do fogo, apreciando o cheiro da carne queimada. Este gosto pelos espectáculos seria transformado num instrumento político com a sua ascensão ao trono.
Diante da oposição do Senado, Cómodo procurou legitimar o seu governo com base no carisma religioso, combinando um carisma pessoal: fez empréstimos importantes às religiões orientais e promoveu o culto de Júpiter Summus Exsuperantissimus, como centro de um novo panteão romano, no qual estariam representados os deuses estrangeiros.


Também se apresentou como gladiador no anfiteatro e, devido à sua devoção ao culto de Hércules, um dos mitológicos filhos de Júpiter, autodenominou-se Hércules Romanus, impondo que o adorassem como a reencarnação de Hércules. Emitiu uma série de moedas em que se fazia representar como Hércules, com a clava, o arco, flechas e uma pele de leão.


Grande admirador das lutas entre gladiadores, Cómodo organizou, no ano 192, uma série de combates, com a duração de duas semanas, chegando a participar pessoalmente deles, usando roupas e armas semelhantes às de Hércules. Apareceu inclusive no Senado vestido com essas roupas.


Logo no início do seu reinado, teve de enfrentar uma conspiração baseada no Senado e liderada por uma sua irmã Lucila, a qual era viúva do colega de Marco Aurélio como imperador, Lúcio Vero, e casada com um dos principais generais de Marco Aurélio, Tiberius Claudius Pompeianus. Cómodo exilou-a e mais tarde mandou executar Lucila, ao mesmo tempo que simplesmente afastou Pompeianus e com o qual Lucila jamais estivera em boas relações, por conta da idade avançada e da sua origem plebeia. A partir daí, apoiou-se no seu prefeito do Pretório Perénio, que em 182 tornou o seu cargo o posto mais elevado da hierarquia administrativa imperial. Perénio foi no entanto afastado e executado em 185, sendo substituído como favorito por Cleandro, que recebeu o título de amicus princeps e passou a dirigir o governo imperial de facto, assumindo a prefeitura em 189.


Em 190, Cleandro seria derrubado por uma intriga de bastidores, e o poder real passou ao camareiro Eclectus e ao novo prefeito Laetus.
A hostilidade entre os imperadores e o Senado não era uma novidade na história do Império Romano, Adriano já havia preferido governar apoiando-se num conselho de amigos pessoais e funcionários administrativos, mantendo-se através das suas viagens, longe do Senado e em contacto directo com as elites provinciais, com bons resultados. Diferentemente de Adriano, no entanto, Cómodo, apesar da noção exaltada e quase religiosa que possuía do seu cargo, não tinha interesse pelas tarefas quotidianas de governo, talvez devido à sua posição de "mais nobre príncipe", nobilissimus princeps, que vinha de haver nascido quando o pai já tinha o poder imperial, demonstrando um profundo aborrecimento e desconsideração pelo cargo que ocupava; à medida que o seu reinado avançava, passava cada vez menos tempo em Roma, preferindo manter-se isolado nas suas propriedades em Lanuvium.

HERCULES

Chegou a nomear, em 189, sob a influência de Cleandro, 25 cônsules, sendo frequente os julgamentos nos tribunais serem resolvidos com dinheiro, vendendo-se igualmente cargos públicos, no governo e na magistratura. Durante o seu período como imperador teve, contudo, o bom senso de escolher para as províncias e para o exército indivíduos com capacidades de administração, bem como o cuidado em atender a solicitações dos mais oprimidos, como o caso dos colonos africanos. Organizou uma frota que fazia periodicamente o transporte de trigo do Norte de África, como alternativa às importações de trigo do Egipto, até então a principal base de abastecimento da plebe romana, à qual deu o nome de Alexandria Commodiana Togata que a partir da época de Constantino I, a frota do Egipto foi utilizada para o abastecimento de Constantinopla, e a de África para o de Roma. Foi tolerante com os cristãos.


Diante da crise de legitimidade constante, o grupo de assessores mais próximos do imperador, que incluía o futuro imperador Septímio Severo, então governador da Panónia e um dos 25 cônsules dos 189 e o seu irmão Públio Septímio Geta, governador da Dácia, resolveu-se o afastamento do imperador: em 31 de Dezembro do ano 192, a pedido da favorita de Cómodo, Márcia, um campeão de lutas chamado Narciso estrangulou-o durante o banho. Cómodo foi então enterrado no mausoléu de Adriano. A sua morte violenta marcou o início de um período de grande instabilidade política em Roma.
Quando Septímio Severo se tornou imperador, Cómodo foi divinizado.