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PORTAL DE AGOSTINHO DA SILVA

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O FILOSOFO DE PORTUGAL

sexta-feira, 3 de junho de 2011

LA HISTOIRE DE L' ARC DE TRIOMPHE (Vídeo)



O Arco do Triunfo, em francês: Arc de Triomphe é um monumento, localizado na cidade de Paris, construído em comemoração das vitórias militares de Napoleão Bonaparte, que ordenou a sua construção em 1806, inaugurando-o em 1836; a monumental obra detém, gravados, os nomes de 128 batalhas e 558 generais.


Na sua base, situa-se o Túmulo do soldado desconhecido  (1920). O arco localiza-se na praça Charles de Gaulle, uma das duas extremidades da avenida Champs-Élysées.


Projectado por Jean Chalgrin, o Arco do Triunfo é, ainda e desde sempre, símbolo do patriotismo e orgulho francês.


Pariser Einzugsmarsch, em português, "entrada parisiense" é uma marcha militar alemã composta por Johann Heinrich Walch.


Em Junho de 1940, a marcha foi novamente tocada em Paris, desta vez para o desfile do Exército alemão, subsequentemente à capitulação francesa na Segunda Guerra Mundial.

Em 25 de Agosto de 1944, após mais de quatro anos de ocupação nazi, Paris foi libertada pela 2ª Divisão Blindada francesa e pela 4ª Divisão de Infantaria dos Estados Unidos.


O general Leclerc recebeu em Paris, diante da estação de Montparnasse, a rendição das tropas alemãs. Desembarcado na Normandia, no comando da 2ª Divisão Blindada, dois meses antes, ele foi o primeiro francês da resistência a entrar na capital pela Porta de Orléans.


O general Von Choltitz, comandante das tropas alemãs, tinha empreendido duas semanas antes a evacuação da cidade na previsão da chegada dos Aliados.


No dia seguinte, o general De Gaulle instalou-se no Ministério da Guerra na qualidade de chefe do governo provisório.  

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A BATALHA NAVAL DO NILO



A Batalha do Nilo, conhecida na França como Batalha de Aboukir, foi uma importante batalha naval das Guerras Revolucionárias Francesas entre a armada do Reino Unido da Grã-Bretanha, comandada pelo Vice-Almirante Horatio Nelson, e a frota francesa sob o comando do Vice-Almirante François-Paul Brueys D'Aigalliers que teve lugar na noite e manhã de 1 e 2 de Agosto de 1798.


As baixas francesas foram muito altas, tendo sido 1700 homens mortos e 3000 capturados, enquanto as baixas inglesas foram bastante baixas, com apenas 217 mortos. A frota francesa tinha chegado a cidade egípcia de Alexandria no dia 1 de Julho, ou seja, dois dias depois da frota inglesa de Nelson ter partido em perseguição dos franceses. As tropas francesas desembarcaram, e a cidade foi tomada.
Como era difícil aos navios entrar no porto de Alexandria,  Napoleão Bonaparte ordenou ao vice-almirante Brueys, capitão do Orient, que ancorasse os 13 navios e as 4 fragatas na baía de Aboukir, a cerca de 32 km a És-nordeste de Alexandria, enquanto Napoleão e as suas tropas marchavam pelo deserto egípcio para conquistarem o Cairo.


Enquanto isso a frota britânica andava pelo Mar Mediterrânico Oriental, até que foram informados, na Grécia, que os franceses tinham sido vistos quatro semanas antes na ilha de Creta navegando para sudeste com destino a Alexandria.
Ao entardecer do dia 1 de Agosto, Nelson finalmente avistou a frota de Brueys que se encontrava ancorada em linha nas águas pouco profundas da baía de Aboukir com um longo e perigoso banco de areia à sua retaguarda.


Brueys pensou que Nelson não iria correr o risco de atacar até ao dia seguinte, dado o perigo que representava tentar navegar na baía já sem luz. Este tipo de situação, no entanto, apela à capacidade dos marinheiros experimentados e às tácticas inusitadas; isso era precisamente o que distinguia Nelson e o que mais o entusiasmava. Os navios de Nelson seguiram imediatamente para ambos os flancos da frota francesa ancorada, mas pararam a meio da linha dos navios, o que assegurava que metade dos navios franceses não poderia tomar parte na acção porque estavam situados a sotavento.


A frota francesa tinha maior poder de fogo, contudo, este ataque surpresa de Nelson deu aos ingleses a vantagem táctica de não perderem nenhum navio, enquanto a frota francesa sofreu enormes perdas: só dois navios navegaram os outros foram capturados ou afundados, incluindo o Orient, que pegou fogo e explodiu durante a batalha. O vice-almirante Brueys foi atingido e faleceu no tombadilho do Orient.


Nelson teve com esta vitória uma grande variedade de honras e presentes de potências estrangeiras que lhe foram reconhecidas. Tornou-se Barão Nelson do Nilo e passou a receber pensões anuais tanto do parlamento inglês como irlandês. Também foram-lhe dadas 10 mil libras esterlinas pela Companhia Inglesa das Índias Orientais.


NAPOLEÃO E A CAMPANHA DA RÚSSIA (Vídeo)



A Campanha da Rússia foi uma gigantesca operação militar intentada pelos franceses e seus aliados, sob o comando directo de Napoleão Bonaparte em 1812, e que teve grande impacto sobre o desenrolar das chamadas Guerras Napoleónicas, marcando o início do declínio do Primeiro Império Francês.


Foi orquestrada com o objectivo de punir a Rússia, que havia quebrado a determinação de Bonaparte de nenhum país manter relações comerciais com a Inglaterra, o chamado Bloqueio Continental; ao mesmo tempo que forçando um pedido de rendição do czar, a França subjugaria toda a Europa continental.


As forças de invasão, ao final, foram reduzidas a 2% do seu contingente inicial. A invasão provocou profundas mudanças no panorama social e político dos países envolvidos, gerando grandes movimentos migratórios, bem como revolucionárias reviravoltas nos panoramas estabelecidos nas operações militares.


Um paralelo pode ser feito com a invasão alemã de 1941-1945, durante a Segunda Guerra Mundial.


É esclarecedor sobre a terrífica retirada, este texto da obra do historiador e escritor J. Lucas-Dubreton:
“Nas estradas geladas, luzidias como espelhos, os cavalos tombavam, obrigando-os a abandonar as carroças que transportavam o tesouro. Do norte chegava um vento gelado, capaz de queimar; o cano do fuzil grudava nas mãos, a pele inchava, cheia de bolhas; e as extremidades dos dedos, duras e descoradas, pareciam bolas de marfim. Cobertos de andrajos, os olhos injectados, o rosto tumefacto, infestados de vermes - fazia três meses que não trocavam de farda nem de roupa de baixo -, os antigos vencedores da Europa lutavam contra a agonia. Se adormecessem, era a morte; se resistissem, se um passante os arrastasse um pouco mais adiante, ela estava apenas adiada. Os mais fracos morriam primeiro, o sangue na boca e, antes mesmo que expirassem, os seus camaradas já os haviam despido. Neste oceano de barbárie, nunca há-de ter havido semelhante trajectória de cadáveres na extensão da que seguiram os que fizeram essa campanha; eles estão em todos os cantos, em todas as estradas, frescos e velhos. A natureza humana, exaurida, desgastada pelo sofrimento, punha a sua trama a nu, a sua fibra fundamental; já não havia hierarquia nem disciplina; só um egoísmo feroz; todos curvados sob o mesmo nível de miséria. A própria velha guarda tinha perdido a bela compostura, e Napoleão viu-se obrigado a chamá-la à ordem: "Não dêem ouvidos a esses fracos que a desgraça abate e que não sabem sofrer. Façam justiça, pelas próprias mãos, com aqueles que, dentre vocês, saírem da fila durante a marcha; estabeleçam uma disciplina interior em cada companhia, e os homens que se comportarem mal sejam apedrejados pelos camaradas".


Toda a história da campanha napoleónica na Rússia gerou a famosa obra literária Guerra e Paz de Leon Tolstoi; escrita ainda na segunda metade do século XIX, eternizando dezenas de passagens da campanha, a maioria verídicas. A derrota inicial da Rússia e sua vitória final também são lembrados na Abertura 1812 de Tchaikovsky - Pyotr Ilyich:


terça-feira, 31 de maio de 2011

O PRINCÍPIO DO FIM ABSOLUTISTA (video)



Os dois acontecimentos que marcaram o fim do absolutismo monárquico na Europa Ocidental foram, a Guerra Civil Inglesa e a Revolução Francesa. 
A chamada Segunda Guerra Civil Inglesa, que teve início em 1648 após a fuga de Carlos I da prisão, sugeriu a Cromwell que não seria possível obter um compromisso com o rei. Houve tentativas nesse sentido, inclusive com Cromwell opondo-se aos que primeiro defenderam a deposição ou execução de Carlos I. Finalmente, o rei foi julgado, condenado à morte e decapitado, em 30 de Janeiro de 1649.

Oliver Cromwell

Costuma-se atribuir a Oliver Cromwell a principal responsabilidade pela condenação e morte do monarca, embora ele tenha sido julgado pelo Parlamento, ou pelo que restava deste e houvesse 59 signatários no mandato de execução. Note-se que o mandado de execução determinava a execução do "rei de Inglaterra", ao contrário do que acontecerá no julgamento de Luís XVI, rei de França, em 1793, quando o ex-monarca será sempre referido como "Luís Capeto". Oliver Cromwell observou na ocasião da condenação de Carlos I, "executaremos o rei com a coroa na cabeça".


A Revolução Francesa era o nome dado ao conjunto de acontecimentos que, entre 5 de Maio de 1789 e 9 de Novembro de 1799, alteraram o quadro político e social da França. Ela começa com a convocação dos Estados Gerais e a Queda da Bastilha e encerra-se com o golpe de estado do 18 Brumário de Napoleão Bonaparte. Em causa estavam o Antigo Regime (Ancien Régime) e os privilégios do clero e da nobreza.


Foi influenciada pelos ideais do Iluminismo e da Independência Americana  (1776). A Revolução Francesa está entre as maiores revoluções da história da humanidade, é considerada como o acontecimento que deu início à Idade Contemporânea, aboliu a servidão e os direitos feudais e proclamou os princípios universais de "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" (Liberté, Egalité, Fraternité), frase de autoria de Jean-Jacques Rousseau. Para a França, abriu-se em 1789 o longo período de convulsões políticas do século XIX, fazendo-a passar por várias repúblicas, uma ditadura, uma monarquia constitucional e dois impérios.


A Monarquia Constitucional em Portugal foi um sistema governativo que vigorou entre 1820 e terminou com a queda da monarquia em 1910.
A aprovação da Constituição de 1822, resultado da Revolução Liberal de 1820, marca o começo Monarquia Constitucional de Portugal.
No início do século XIX, em resultado das invasões francesas, chega a Portugal a ideia de uma Assembleia Parlamentar enquanto órgão de representação nacional, contrapondo o modelo tradicional das cortes, representados pelas três Ordens do Reino: Clero, Nobreza e Povo.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

D. MARIA I (vídeo)



Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana, filha primogénita de D. José I e de D. Mariana Vitória de Áustria, nasceu em Lisboa a 17 de Dezembro de 1734. Casou com o seu tio, D. Pedro, em 1760 e subiu ao trono português em 1777, vindo a reinar até ao ano de 1816.
No seu reinado verificou-se o retomar do comércio da rota do Cabo, dado que os ingleses estavam preocupados com a independência das colónias americanas e os franceses estavam envolvidos na revolução de 1789.


D. Maria liberalizou a economia através da extinção da Companhia do Grão-Pará e Maranhão e da Companhia de Pernambuco e Paraíba.
Os seus fortes sentimentos religiosos valeram-lhe o cognome de "a Piedosa". Mandou libertar os presos políticos e afastou do governo o marquês de Pombal.


Criou a Academia Real das Ciências de Lisboa e a Casa Pia de Lisboa, esta última destinada à educação de crianças órfãs e pobres. Mandou construir a Basílica da Estrela e o Teatro de S. Carlos, em Lisboa, e o Hospital de Santo António e o Teatro de S. João no Porto. Ordenou também intervenções importantes no Palácio de Queluz e outros edifícios.


A partir de 1799, devido ao facto de D. Maria sofrer de doença mental, o príncipe herdeiro D. João toma o título de regente. Em 1807, aquando das invasões francesas, D. Maria embarca, juntamente com toda a família real, para o Brasil, onde vem a falecer em 1816.


AS INVASÕES FRANCESAS



A 27 de Outubro de 1807, a França e a Espanha assinaram o Tratado de Fontainebleau no qual se decidiu a divisão de Portugal. A Lusitânia do Norte, correspondendo ao território situado entre os rios Minho e Douro, seria tornado num principado entregue ao soberano do então extinto Reino da Etrúria, na altura, Maria Luísa de Espanha, filha de Carlos IV de Espanha. Os Algarves e todo o território português localizado a sul do Tejo seria governado por Manuel de Godoy, com o título de Rei.


O resto de Portugal, entre o Douro e o Tejo, uma região estratégica devido aos seus portos, seria administrado pelo governo central em Paris, até à paz geral. Para cumprir este tratado, Napoleão ordena a invasão de Portugal, iniciando assim a Guerra Peninsular. Portugal teria que se juntar ao bloqueio continental que a França decretara contra a Inglaterra de fechar os seus portos à navegação britânica; declarar a guerra aos ingleses; sequestrar os seus bens em Portugal e prender todos os ingleses residentes. Uma vez que Portugal recusara, Napoleão decidiu  invadir Portugal, a partir daqui eclodiram várias disputas como veremos a seguir.

A PRIMEIRA INVASÃO

Sob o comando de Jean-Andoche Junot, as tropas francesas entraram em Espanha a 18 de Outubro de 1807, atravessando a Península e chegando à fronteira portuguesa a 20 de Novembro. Sem encontrarem qualquer tipo de resistência, chegaram a Abrantes no dia 24, a Santarém a 28, e finalmente a Lisboa no dia 30. No dia anterior a família real e a corte haviam fugido para o Brasil, transportados em navios britânicos.


O Reino de Portugal foi deixado a uma Junta de Regência provisória com ordens para não resistir.
Um ano depois, uma força britânica comandada por Arthur Wellesley, futuro Duque de Wellington, desembarcou em Portugal, avançando sobre Lisboa. O exército anglo português consegue derrotar os franceses nas batalhas de Roliça e Vimeiro, forçando a Convenção de Sintra.


Os franceses foram autorizados a retirar-se do país levando consigo todo o produto dos seus saques feitos em Portugal. A Convenção beneficiava, assim, os dois lados, já que os franceses haviam perdido a sua capacidade de comunicação com Paris e os britânicos e portugueses ganhavam o controlo sobre Lisboa. Com o armistício, a França ganhou algum tempo e haveria de invadir Portugal uma segunda vez.


A SEGUNDA INVASÃO

A segunda invasão foi comandada pelo Marechal Nicolas Jean de Dieu Soult. Enquanto ainda decorria a primeira invasão, Napoleão tinha forçado a abdicação de Carlos IV de Espanha e do seu herdeiro, o príncipe Fernando, dando o trono espanhol ao seu irmão José Bonaparte. Napoleão entra em Espanha a 4 de Novembro de 1808 e dispõe, na Península, de uma força superior a 200 mil homens.


Os espanhóis revoltaram-se, encontrando o apoio imediato dos ingleses estacionados em Portugal. Sob o comando de John Moore, os britânicos atravessaram a fronteira norte de Portugal mas foram derrotados na Corunha pelo Marechal Soult, e forçados a regressar a Portugal. Os franceses imediatamente ocuparam o norte do país, chegando à cidade do Porto a 28 de Março 1809.
De novo, teria de ser Wellington a expulsar os franceses do norte do país. Ajudado por William Carr Beresford, primeiro Visconde Beresford, os portugueses e britânicos derrotaram Soult na Batalha do Douro, reconquistando o Porto a 29 de Maio e forçando os franceses a retirar para a Galiza.


A TERCEIRA INVASÃO

A terceira invasão francesa foi o último esforço da Guerra Peninsular em solo português. Em 1810, comandados pelo Marechal André Massena, os exércitos franceses invadiram de novo no norte do país, conquistando Almeida em Agosto e partindo rapidamente em direcção a Lisboa.


O exército de Massena encontra os britânicos e portugueses na Batalha do Buçaco onde perdem, mas, reagrupam-se rapidamente, flanqueiam as forças anglo portuguesas e marcham para a capital.


Os exércitos aliados regressam também rapidamente ocupando os seus postos nas famosas Linhas de Torres Vedras, um sistema defensivo brilhante montado pelos britânicos com a ajuda da população local. Os franceses chegam às Linhas a 14 de Outubro e são desastrosamente derrotados e forçados a fugir do país.