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PORTAL DE AGOSTINHO DA SILVA

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O FILOSOFO DE PORTUGAL

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O MACACO E O BURRO



HISTÓRIA DO TEMPO EM QUE OS ANIMAIS FALAVAM:
Um macaco vagabundo que andava fugido do bando, dissidente político, cansado de caminhar sem destino, encontrou um burro amarrado a uma árvore, à borda da estrada, matreiro, disse-lhe: “Olá burro se me levares montado, ficas liberto dessa escravidão”. Saturado de ser burro de carga, toda a vida, o burro que sonhava ser livre, acedeu ao convite do insinuante símio e de bom grado, felizes, partiram os dois em perfeita simbiose. O macaco montado no burro com a corda a servir de rédea.
“Arre burro” dizia o macaco enquanto se balançava, incitando a marcha.
Andaram por caminhos íngremes, montes e vales, mas ao atravessarem um deserto, sedentos, encontraram uma árvore, alta, com frutos suculentos. Oh que bom, disse o burro, mas não posso ir lá acima. Logo o macaco respondeu ao burro: “vou lá eu acima buscar a fruta, mas só a carrego se continuar montado em ti”. Tá bem disse o asinino, e assim continuaram o macaco montado no burro a comer a fruta; em três que comia, só dava uma ao asno, porque era “burro” e não dava conta.
Mais longe encontraram a pele de um leão. O astuto macaco disse ao burro: “veste a pele do leão que a gente vai aí a uma quinta procurar comida”. Assim fizeram, o obediente burro vestiu a pele do leão e o macaco continuou montado nele. Arre burro dizia o macaco. Calcorrearam muito, até ao por do sol e por fim chegaram a uma quinta, muito grande, onde pediram guarida. No dia seguinte pela manhã, o macaco reuniu todos e disse à assembleia da bicharada: “Oi gente, meu povo, o leão tem fome! Se não nos derem de comer ele mata algum”. O porco que era governador, com medo de ser o primeiro, deu ordens de serviço e providenciou bastante comezaina, com o devido arraial, com danças e cantares da bicharada. A porca, sua mulher, apreensiva pediu uma audiência ao macaco e indagou-o receosa, se num dia de fome o leão não comeria algum leitãozinho da sua prole. Não, isso talvez nunca aconteça, respondeu o macaco, o leão come carne mas também é vegetariano. A notícia espalhou-se no jornal da quinta, de boca em boca, e assim toda a bicharada ficou tranquila, pois sendo assim um leão devorador mas também vegetariano não era preocupante. 
Ali ficaram, muito tempo, no ripanço da boa vida, o burro disfarçado de leão como presidente e o macaco como ministro sem pasta da administração pública. Como a vida é boa diziam os malandros refastelados.
Um dia o burro distraiu-se dos cuidados recomendados pelo macaco e um rato que era jornalista, fisgou-o pela fresta da porta e viu o burro a despir-se da pele do leão. Não perdeu tempo foi logo dali contar à bicharada. Organizaram uma assembleia geral que, por unanimidade, deu numa violenta revolução. De imediato correram à procura dos meliantes de pau na mão, à cacetada aos dois malandros que se puseram em fuga, a galope, sem olharem para trás.
Em debandada, o macaco, como sempre, montado no burro, dava às “esporas” e gritava: Arre burro! Foge, foge burro…!
MORAL DA HISTÓRIA: Burro não confia em macaco nem veste a pele de leão.
Autoria da história e adaptação antropomórfica: O próprio.


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