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PORTAL DE AGOSTINHO DA SILVA

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O FILOSOFO DE PORTUGAL

segunda-feira, 30 de maio de 2011

AS INVASÕES FRANCESAS



A 27 de Outubro de 1807, a França e a Espanha assinaram o Tratado de Fontainebleau no qual se decidiu a divisão de Portugal. A Lusitânia do Norte, correspondendo ao território situado entre os rios Minho e Douro, seria tornado num principado entregue ao soberano do então extinto Reino da Etrúria, na altura, Maria Luísa de Espanha, filha de Carlos IV de Espanha. Os Algarves e todo o território português localizado a sul do Tejo seria governado por Manuel de Godoy, com o título de Rei.


O resto de Portugal, entre o Douro e o Tejo, uma região estratégica devido aos seus portos, seria administrado pelo governo central em Paris, até à paz geral. Para cumprir este tratado, Napoleão ordena a invasão de Portugal, iniciando assim a Guerra Peninsular. Portugal teria que se juntar ao bloqueio continental que a França decretara contra a Inglaterra de fechar os seus portos à navegação britânica; declarar a guerra aos ingleses; sequestrar os seus bens em Portugal e prender todos os ingleses residentes. Uma vez que Portugal recusara, Napoleão decidiu  invadir Portugal, a partir daqui eclodiram várias disputas como veremos a seguir.

A PRIMEIRA INVASÃO

Sob o comando de Jean-Andoche Junot, as tropas francesas entraram em Espanha a 18 de Outubro de 1807, atravessando a Península e chegando à fronteira portuguesa a 20 de Novembro. Sem encontrarem qualquer tipo de resistência, chegaram a Abrantes no dia 24, a Santarém a 28, e finalmente a Lisboa no dia 30. No dia anterior a família real e a corte haviam fugido para o Brasil, transportados em navios britânicos.


O Reino de Portugal foi deixado a uma Junta de Regência provisória com ordens para não resistir.
Um ano depois, uma força britânica comandada por Arthur Wellesley, futuro Duque de Wellington, desembarcou em Portugal, avançando sobre Lisboa. O exército anglo português consegue derrotar os franceses nas batalhas de Roliça e Vimeiro, forçando a Convenção de Sintra.


Os franceses foram autorizados a retirar-se do país levando consigo todo o produto dos seus saques feitos em Portugal. A Convenção beneficiava, assim, os dois lados, já que os franceses haviam perdido a sua capacidade de comunicação com Paris e os britânicos e portugueses ganhavam o controlo sobre Lisboa. Com o armistício, a França ganhou algum tempo e haveria de invadir Portugal uma segunda vez.


A SEGUNDA INVASÃO

A segunda invasão foi comandada pelo Marechal Nicolas Jean de Dieu Soult. Enquanto ainda decorria a primeira invasão, Napoleão tinha forçado a abdicação de Carlos IV de Espanha e do seu herdeiro, o príncipe Fernando, dando o trono espanhol ao seu irmão José Bonaparte. Napoleão entra em Espanha a 4 de Novembro de 1808 e dispõe, na Península, de uma força superior a 200 mil homens.


Os espanhóis revoltaram-se, encontrando o apoio imediato dos ingleses estacionados em Portugal. Sob o comando de John Moore, os britânicos atravessaram a fronteira norte de Portugal mas foram derrotados na Corunha pelo Marechal Soult, e forçados a regressar a Portugal. Os franceses imediatamente ocuparam o norte do país, chegando à cidade do Porto a 28 de Março 1809.
De novo, teria de ser Wellington a expulsar os franceses do norte do país. Ajudado por William Carr Beresford, primeiro Visconde Beresford, os portugueses e britânicos derrotaram Soult na Batalha do Douro, reconquistando o Porto a 29 de Maio e forçando os franceses a retirar para a Galiza.


A TERCEIRA INVASÃO

A terceira invasão francesa foi o último esforço da Guerra Peninsular em solo português. Em 1810, comandados pelo Marechal André Massena, os exércitos franceses invadiram de novo no norte do país, conquistando Almeida em Agosto e partindo rapidamente em direcção a Lisboa.


O exército de Massena encontra os britânicos e portugueses na Batalha do Buçaco onde perdem, mas, reagrupam-se rapidamente, flanqueiam as forças anglo portuguesas e marcham para a capital.


Os exércitos aliados regressam também rapidamente ocupando os seus postos nas famosas Linhas de Torres Vedras, um sistema defensivo brilhante montado pelos britânicos com a ajuda da população local. Os franceses chegam às Linhas a 14 de Outubro e são desastrosamente derrotados e forçados a fugir do país.


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