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PORTAL DE AGOSTINHO DA SILVA

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O FILOSOFO DE PORTUGAL

segunda-feira, 20 de junho de 2011

OS NAVEGADORES FENÍCIOS



A Fenícia, em fenício:Kna’n; em hebraico: כנען, Kna'an; em grego antigo: Φοινίκη, Phoiníkē; em latim: Phœnicia; em árabe: فينيقيا. Foi uma antiga civilização cujo epicentro se localizava no norte da antiga Canaã, ao longo das regiões litorais dos actuais Líbano, Síria e norte de Israel. A civilização fenícia foi uma cultura comercial marítima empreendedora que se espalhou por todo o mar do Mediterrâneo durante o período de 1500 a.C. a 300 a.C. Os fenícios realizavam o comércio através das galés, um barco movido a velas e remos e são creditados como os inventores dos birremes que seriam a origem dos trirremes gregos.


Não se conhece com exactidão a que ponto os fenícios se viam a si próprios como uma única etnia; a sua civilização estava organizada em cidades-estado, semelhante ao que viria a ser a Grécia Antiga, cidade independente, com governo próprio e autónomo; cada uma dessas constituía uma unidade política independente, que frequentemente se confrontavam em conflitos armados e, cuja vencedora, podia dominar as outras, embora também colaborassem através de ligas e alianças. 


Embora as fronteiras antigas destas culturas fossem incertas e inconstantes, a cidade de Tiro parece ter marcado o seu ponto mais meridional,  Sarepta, actual Al-Sarafand, entre Sídon e Tiro, é a cidade mais extensivamente escavada pelos arqueólogos no antigo território fenício.
Os fenícios foram a primeira sociedade a fazer uso extenso, a nível estatal, do alfabeto. O alfabeto fonético fenício é tido como o ancestral de todos os alfabetos modernos, embora não representasse as vogais, que foram adicionadas mais tarde pelos gregos. Os fenícios falavam o idioma fenício, que pertence ao grupo canaanita da família linguística semita. Através do comércio marítimo, os fenícios espalharam o uso do alfabeto até ao Norte da África e da Europa, onde foi adoptado pelos antigos gregos, que o passaram aos etruscos, que por sua vez o repassaram aos romanos.
  

Além das suas diversas inscrições, os fenícios deixaram diversos tipos de fontes escritas, porém poucas sobreviveram até os dias de hoje.
Ciro, o Grande, rei da Pérsia, conquistou a Fenícia em 539 a.C. Os persas dividiram a Fenícia em quatro reinos vassalos: Sídon, Tiro, Arwad, Arruad ou Ruad que é a única ilha da Síria situada no Mar Mediterrâneo, e Biblos.


Estes reinos prosperaram, e forneceram inúmeras frotas navais para os reis persas. A influência fenícia, no entanto, passou a diminuir depois da conquista; é provável que boa parte da população fenícia tenha emigrado para Cartago e outras colónias depois do domínio persa. Em 350 e 345 a.C. uma rebelião em Sídon liderada por Tennes foi esmagada por Artaxerxes III;


a sua destruição foi descrita por Diodoro Sículo, historiador grego, que viveu no século I a.C..
Alexandre o Grande conquistou Tiro em 332 a.C. após o cerco. Alexandre foi excepcionalmente cruel com a cidade, executando 2000 de seus principais cidadãos, embora tenha mantido o rei no poder. Em seguida tomou posse das outras cidades de maneira pacífica; o soberano de Árados submeteu, e o rei de Sídon foi deposto.


A ascensão da Grécia helenística gradualmente tomou o lugar dos resquícios do antigo domínio fenício sobre as rotas comerciais do leste do Mediterrâneo. A cultura fenícia acabou por desaparecer totalmente da sua pátria de origem, embora Cartago tenham continuado a florescer no Norte da África, controlando a mineração de ferro e metais preciosos na Ibéria, e utilizando seu poder naval considerável com os seus exércitos de mercenários para proteger os seus interesses comerciais, até à eventual destruição pelas tropas romanas em 146 a.C., no fim das Guerras Púnicas.


Em 197 a.C. a Fenícia, juntamente com a Síria, voltou para a mão dos Selêucidas. A região ficou cada vez mais helenizada, embora Tiro tenha-se tornado autónoma em 126 a.C., seguida por Sídon em 111 a.C. Toda a Síria, incluindo a Fenícia, foi capturada pelo rei Tigranes, o Grande, da Arménia, de 82 a 69 a.C., quando o monarca foi derrotado pelo general romano Lúculo. Em 65 a.C. Pompeu o Grande finalmente incorporou todo o território à província romana da Síria.

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