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PORTAL DE AGOSTINHO DA SILVA

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O FILOSOFO DE PORTUGAL

terça-feira, 7 de junho de 2011

A MARINHA ROMANA


O adjectivo "púnico" deriva do nome dado aos cartagineses pelos romanos Punici de Poenici, ou seja, de ascendência fenícia. 

O termo fenício, por intermédio do latim poenicus, posteriormente punicus, vem do grego antigo phoinikes, atestado desde Homero, e influenciado por phoînix, "púrpura tíria", "carmesim"; "murex" que por sua vez vem de phoinos "vermelho cor de sangue"; esta associação entre phoinikes e phoînix espelha uma antiga etimologia popular presente no fenício, que associava Kina'ahu ("Canaã", "Fenícia") comkinahu ("carmesim").

A Marinha romana (em latim: classis ) foi activa entre a Primeira Guerra Púnica e o fim do Império Romano.
Os ricos comerciantes cartagineses possuíam diversas colónias na Sicília,  Sardenha, Córsega, Malta e Gozo. Mais a oeste, eles tiveram colónias nas ilhas Baleares, cujos nativos tiveram papel importante nas tropas cartaginesas. Na península Ibérica, colonizaram partes de Granada e Andaluzia. Além do estreito de Gibraltar, eles conheciam, e colonizaram talvez as ilhas Canárias e conheciam a costa de África até ao rio Senegal.

A Primeira Guerra Púnica foi principalmente uma guerra naval que se desenrolou de 264 a.C. até 241 a.C.. Iniciou-se com a intervenção romana em Messina, colónia de Cartago situada na Sicília. O conflito trouxe uma novidade para os romanos: o combate no mar. Com hábeis marinheiros, Cartago era a principal potência marítima do período. Os romanos só chegaram à vitória após copiar os barcos inimigos com a ajuda dos gregos.


A Segunda Guerra Púnica ficou famosa pela travessia dos Alpes, efectuada por Aníbal Barca, e desenrolou-se de 218 a.C. até 202 a.C.. Desenvolveu-se quase toda em território romano. Liderados por Aníbal, os cartagineses conquistaram várias vitórias. O quadro só se reverteu com a decisão romana de atacar Cartago. Aníbal viu-se então obrigado a recuar para defender a sua cidade e acabou derrotado na Batalha de Zama.


A Terceira Guerra Púnica, desenrolou-se de 149 a.C. a 146 a.C.; Roma foi implacável com o inimigo. Atacou e destruiu completamente a cidade de Cartago, escravizando os sobreviventes. Com isso completou-se o ciclo de batalhas que deu grande parte do Mar Mediterrâneo aos romanos.


Os romanos foram originalmente um poder terreno localizado na península italiana, mas cauteloso no mar.  Durante a Primeira Guerra Púnica, os cartagineses, um poder baseado no comércio marítimo, dominaram o Mediterrâneo Ocidental e exploraram esse potencial nas suas lutas contra a República Romana. Desde a guerra, a maioria dos combates ocorreu no estrangeiro, especialmente na Sicília. Roma foi forçada a ter uma frota que pudesse desenvolver uma resposta militar efectiva. O resultado foi a rápida construção, no ano 260 a.C. da primeira grande frota romana, composta por cerca de 150 quinquerremes e trirremes, que funcionava perto do Estreito de Messina, entre a Sicília e a Calábria .


Roma lutou para anular a vantagem marítima de Cartago, dotando os seus navios com “o corvus”,  uma arma da marinha de guerra romana destinada à abordagem, de origem grega, era uma espécie de garfo com o qual enganchavam as naves inimigas. Isto permitiu que os romanos transferissem soldados por uma  porta de ligação no ataque ao navio inimigo, evitando assim a batalha táctica tradicional de abordagem por assalto, mas não resoutou, devido ao seu peso alterava o centro de gravidade so navio e com ventos fortes dificultava a navegação.


Apesar da primeira acção realizada no mar, na Batalha de Lipari ou Porto de Lipara, um confronto naval que teve lugar no ano 260 a.C. entre o exército romano, liderado pelo cônsul Cipião Assíria, e os cartagineses, liderada pelo senador Booda, subordinado de Aníbal Gisco, durante a Primeira Guerra Púnica. O resultado foi uma vitória púnica cartagineses e a captura de toda a frota romana. Terminou em derrota para a Roma mas as forças envolvidas foram relativamente pequenas.

  
A marinha romana ganhou a sua primeira vitória naval principal (navalis Triumphus) na Batalha de Milas, travada no mesmo ano entre a armada romana e cartaginesa. Nela, os militares das forças romanas, comandadas por Caio Duilio, derrotou a frota cartaginesa, chegando vitoriosa a Roma, como a vitória naval da sua história e no controlo do oeste Mediterrânico. Durante o curso da guerra, Roma continuou a ganhar batalhas no mar e a ganhar experiência naval. A sua sequência permitiu que Roma expandisse o seu teatro de operações no mar, atingindo Cartago.


No início da Segunda Guerra Púnica, a hegemonia naval no Mediterrâneo, a oeste de Cartago passou para Roma. Isso fez com que Hannibal o general cartaginês efectuasse grandes mudanças de estratégia, levando a guerra para a península italiana.
Após a vitória de Roma sobre Cartago, porque não havia uma outra potência marítima a oeste do Mar Mediterrânico, a marinha romana foi amplamente dissolvida. Na ausência de uma forte presença naval, a pirataria floresceu por todo o Mediterrâneo. Roma regularmente organizava expedições para combater os piratas; assim, no ano 67 a.C., Cneu Pompeu organizou uma força naval para se livrar deles, mas só por algum tempo.


Enquanto na República Romana grassava a guerra civil, os exércitos oponentes, novamente criaram as suas próprias forças navais. Octávio, com a ajuda de Marco Agripa, construiu uma frota Iulii Fórum, actualmente Cantão de Fréjus, em occitano Frejus, é um local Francês, departamento de Var, na região de Provence -Alpes - Côte d'Azur e derrotou Sextus Pompeius, filho de Pompeu. na batalha de Naulochus em 36 a.C., terminando assim toda a resistência de Pompeia.


A Marinha de Octavio foi posta à prova mais uma vez na luta contra as frotas combinadas de Marco António e Cleópatra na batalha de Actium em 31 a.C. Esta a última batalha naval da República Romana estabeleceu definitivamente para Roma, com Octaviano, o único comandante, como a força hegemónica naval no Mediterrâneo. Caio Júlio César Otaviano Augusto, em latim Gaius Iulius Caesar Octavianus Augustus (Reinou de.27 a.C-14 d. C.); foi o primeiro imperador romano.


1 comentário:

Anónimo disse...

Alguns anos atrás eu perguntei para um religioso da região de Brescia na Itália o que ele achava de construir esta ponte no Estreito de Messina. E hoje lembrei dele ao ler no km 2236 do Catecismo da Igreja Católica "dos deveres das autoridades civis" o perigo do interesse pessoal. É que na época sua resposta intrépida foi que esta ponte aludia ao estrelato internacional de alguém cujo nome seria gravado numa enorme placa à entrada da ponte "silvio Berlusconi bridge". O religioso a quem me refiro é um padre pavoniano de nome Pe Lorenzo Agosti...:)