SEM GRILHETAS NEM SENSURA

SEM GRILHETAS NEM SENSURA

NOTA:

NESTE BLOGUE, todos os títulos possuem hiperligação relacionada no YOUTUBE.

AOS AMANTES DO CONHECIMENTO E DA VERDADE OBJECTIVA

A TODOS AQUELES QUE GOSTAM DE VER E DE SABER PARA ALÉM DA SUBJECTIVIDADE E DA VERDADE OCULTA.

PESQUISAR NESTE BLOGUE

PORTAL DE AGOSTINHO DA SILVA

PORTAL DE AGOSTINHO DA SILVA
O FILOSOFO DE PORTUGAL

domingo, 6 de junho de 2010

FORMA - MATÉRIA


Tales de Mileto, fundador da ESCOLA JÓNICA.

Anaximandro e Anaxímenes 
Filósofos da Escola Jónica, que recebe esse nome da Jónia, colónia grega da costa ocidental da Ásia Menor. Os seus representantes mais ilustres são:  Tales de Mileto, Anaximandro,  Anaxímenes, e Heráclito. Esses quatro pensadores são os fundadores da filosofia no sentido específico, pois lançaram as bases dos problemas filosóficos discutidos até hoje no Ocidente: a verdade, a totalidade, a ética e a política.
Os filósofos desta Escola explicavam o mundo como resultante do desenvolvimento cíclico de uma natureza comum a tudo o que existe, sempre em perpétuo movimento. Acreditavam na existência de um princípio, um elemento que é a origem de tudo o que existe. Esse elemento é chamado de "arché".

A característica fundamental do pensamento grego está na solução dualista do problema metafísico, teológico, isto é, na solução das relações entre a realidade empírica e o absoluto que a explique, entre o mundo e Deus, em que Deus e mundo ficam separados um do outro. Consequência desse dualismo é o irracionalismo, em que fatalmente finaliza a serena concepção grega do mundo e da vida. O mundo real dos indivíduos e do vir a ser depende do princípio eterno da matéria obscura, que tende para Deus como o imperfeito para o perfeito; assimila em parte, a racionalidade de Deus, mas nunca pode chegar até Ele porque Dele não deriva; a consequência desse irracionalismo outra não pode ser senão o pessimismo: um pessimismo desesperado, porque o grego tinha conhecimento de um absoluto racional, de Deus, mas estava também convicto de que Ele não cuida do mundo e da humanidade, que não criou, não conhece, nem governa e pensava, pelo contrário, que a humanidade é governada pelo Fado, pelo Destino, a saber, pela necessidade irracional. O último remédio desse mal da existência será procurado no ascetismo, considerando-o como a solidão interior e a indiferença heróica para com tudo, a resignação e a renúncia absoluta.
Já que as coisas divergem no espaço e mudam no tempo, não haverá nelas algo que lhes seja comum e possa subsistir?
A resposta é evidente: EXISTE. Essa coisa que é comum e subsiste constitui o elemento comum e originário a todas as coisas; assim Tales defendeu que esse elemento era a água; Anaximandro apoiou. Para Anaxímenes era o AR.
É evidente que estas soluções adoptadas pelos ditos filósofos se encaminham tomando a direcção a partir do concreto para o abstracto, isto é, do sensível para o inteligível.
CONCLUSÃO: Forma-se assim claro que as quatro relações mitológicas fundamentais (substância – acidente; forma – matéria; essência – existência; ser – devir) requerem a antologia, isto é, a ciência do ser que ao longo dos tempos se foi desenvolvendo a partir de uma meditação acerca do concreto no sentido do abstracto, numa busca que se encaminha do sensível para o inteligível. 

Sem comentários: