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PORTAL DE AGOSTINHO DA SILVA

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O FILOSOFO DE PORTUGAL

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A GUERRA DAS ROSAS



Dá-se este nome a uma série de guerras civis dinásticas travadas em Inglaterra pelas casas rivais de Lancaster e York nos trinta anos que medeiam entre 1455 e 1485. São assim chamadas devido aos símbolos de cada uma: a rosa vermelha da Casa de Lancaster; e a rosa branca da Casa de York. Os primeiros adversários foram o rei Henrique VI, de Lancaster, apoiado pela mulher, a rainha Margarida de Anjou, e Ricardo Plantageneta, 3.° duque de York.

Os tempos eram de dificuldade para a Casa de Lancaster, no poder, fortemente abalada pela demência do rei e pelas derrotas militares do exército britânico em França durante a última fase da Guerra dos Cem Anos. Após ter derrotado os exércitos de Lancaster em Saint Albans, em 1455 e em Northampton em 1460, York reclamava para si o trono. No entanto, nesse mesmo ano, foi vencido e morto em Wakefield. Mas as disputas continuaram; apoiado por uma importante facção da nobreza, o seu filho Eduardo IV foi proclamado rei e, pouco depois, infligiu uma derrota decisiva a Henrique e Margarida, que abandonaram a ilha; Henrique viria a ser capturado em 1465 e encarcerado na Torre de Londres.

A guerra, no entanto, reacendeu-se, agora devido à divisão dentro da própria facção de York. Richard Neville, senhor de Warwick, apoiado por George Plantageneta, duque de Clarence, irmão mais novo de Eduardo, celebrou uma aliança com Margarida e liderou uma invasão a partir de França em 1470. Eduardo IV foi condenado ao exílio e o trono foi restituído a Henrique. Mas, neste tempo, as alianças eram bastante voláteis; pouco depois, Eduardo voltou à carga, agora apoiado pelo irmão, o já referido duque de Clarence. Warwick foi derrotado e morto na batalha de Barnet (1471); a mesma sorte tiveram diversos elementos da Casa de Lancaster, inapelavelmente batidos na Batalha de Tewkesbury; Henrique foi novamente capturado e executado na Torre.

Eduardo IV morreu em 1483; um dos seus irmãos, Ricardo, tornou-se regente pelo sobrinho Eduardo V, de 12 anos. Poucos meses depois o rei e o irmão foram levados para a Torre de Londres e desapareceram; os rumores diziam que haviam sido assassinados pelo tio, que herdou o trono com o título de Ricardo III. Nesta altura a Casa de Lancaster apoiou as pretensões ao trono de Henrique Tudor, senhor de Richmond, mais tarde Henrique VII, fundador da dinastia Tudor.

No ano de 1485 as forças de Ricardo e de Henrique travaram a célebre Batalha de Bosworth Field, o último grande recontro da guerra. Ricardo tombou no campo de batalha; Henrique tornou-se rei de Inglaterra e casou com a filha de Eduardo IV e, em seguida, uniu as casas rivais. Pode dizer-se que, com esta guerra, há um fortalecimento do poder da Coroa. O Reino saiu bastante abalado mas a velha aristocracia manteve o seu posicionamento social; contudo, o prestígio e a força do novo monarca foram canalizados para a disciplinar; com a guerra, aliás, vieram as confiscações de propriedades e bens que serviram para ajudar a equilibrar as finanças do Estado.

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