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PORTAL DE AGOSTINHO DA SILVA

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O FILOSOFO DE PORTUGAL

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O MESOLÍTICO

O Mesolítico (pedra intermediária) é um período da pré-história situado entre o Paleolítico (Idade da Pedra Lascada) e o Neolítico, (idade da pedre polida), com duração razoável apenas em algumas regiões do mundo onde não houve transição directa entre os dois períodos citados. As regiões que sofreram maiores efeitos das glaciações tiveram Mesolíticos mais evidentes.
Iniciou-se com o fim do Pleistoceno, há cerca de 10 mil anos, e terminou com a introdução da agricultura, em épocas que variam de acordo com a região.

Culturas mesolíticas são as que surgem na transição entre as que ainda representam uma economia de produção. Um fenómeno que aparece com carácter geral nas culturas mesolíticas é a tendência para as formas microlíticas e geométricas na indústria lítica e o desaparecimento gradual da indústria óssea. Neste período intermediário, o homem conseguiu dar grandes passos rumo ao desenvolvimento e à sobrevivência de forma mais segura. O domínio do fogo foi o maior exemplo disto. Com o fogo, o ser humano pôde espantar os animais perigosos, cozinhar a carne e outros alimentos, iluminar a sua habitação, além de conseguir calor nos momentos de frio intenso. Estas culturas não surgem em todo o lado ao mesmo tempo nem têm idêntica duração.

Na Europa continental e nórdica, o desenvolvimento das culturas mesolíticas, procede da degradação gradual da cultura magdalenense do Paleolítico final, à medida que as novas condições climáticas originavam uma diminuição e transformação da fauna ao ritmo da diminuição progressiva do glaciar escandinavo. As culturas mesolíticas do norte da Europa são em grande parte tributárias da anterior tradição magdalenense.
Em França, o processo de degradação do Paleolítico dá lugar ao aparecimento da cultura azilense na zona pirenaica, com extensão pela zona cantábrica da Península Ibérica, cultura de transição sem grandes novidades e que continua as antigas técnicas paleolíticas.

No entanto, em França podem-se encontrar vestígios da cultura tardenoisense, cuidado com os mortos e cultura dos crânios, nome derivado de Tardenois, onde se situa o jazigo de Fère, característica dos terrenos baixos e zonas de dunas. No Mesolítico adquirem grande importância os concheiros portugueses das margens do Tejo, onde está assente uma população que vai evoluindo lentamente e na qual aparecem já muitos elementos “raciais” mistos. Os principais jazigos, para além dos Concheiros de Muge são: Cabeço da Amoreira,  Cova da Onça e Fonte do Padre Pedro. A este ciclo cultural pertencem também as oficinas de trabalho manual de sílex, ao ar livre, que existem na região tarraconense.

O mesolítico assistiu também a um novo tipo de caçador recolector, o caçador complexo, que na ausência da mega fauna do Pleistocénico explorou um novo nicho, que consistia em animais de pequeno e médio porte como o veado, o gamo as lebres, etc... Para complementar a caça, as comunidades mesolíticas passaram a fazer acampamentos especializados com actividades como o marisqueiro e/ou a pesca. Os concheiros do Tejo são o que resta de alguns destes acampamentos. O armazenamento começa também a ocorrer neste período, bem como uma espécie de sedentarização sazonal, ou seja, acampamentos fixos com alguns entrepostos especializados utilizados durante uma estação.
FERRAMENTAS NO NEOLÍTICO
O mesolítico, no que toca à indústria lítica pautou-se pela utilização de micrólitos, pedra lascada de dimensão muito reduzida que eram incorporadas com componentes de madeira para fazer instrumentos compósitos como flechas e lanças.
Alguns arqueólogos defendem que as raízes das primeiras sociedades camponesas se encontram precisamente nestas comunidades de caçadores/recolectores.
A arte no Mesolítico foi muito mais madura e estilizada, uma vez que procedeu as emoções humanas e cores, em oposição aos valores arte paleolítica.
No período Mesolítico, as pessoas eram muito mais interactivas e realizavam diversos eventos sociais, factos que foram meticulosamente capturados nas suas pinturas rupestres.  Esses desenhos representam algumas pessoas com flechas, em algum tipo de ritmo, talvez realizando um ritual diário de dança.

  

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