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PORTAL DE AGOSTINHO DA SILVA

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O FILOSOFO DE PORTUGAL

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

DRAMAS DA HISTÓRIA DE PORTUGAL

Dona Leonor Teles de Meneses,  cognominada a Aleivosa, nasceu em Trás-os-Montes, por volta do ano de 1350 e faleceu em Valladolid em 27.4.1386. Foi rainha de Portugal, entre 1372 e 1383 pelo seu casamento com D. Fernando I. Sobrinha de D. João Afonso Telo de Meneses, conde de Barcelos, descendia por seu pai Martim Afonso Telo de Meneses do rei Fruela II das Astúrias e Leão e, por sua mãe Aldonça Anes de Vasconcelos, de Teresa Sanches, filha bastarda do rei D. Sancho I de Portugal.
Ainda muito jovem, casou com João Lourenço da Cunha, filho do morgado do Pombeiro, de quem teve um filho: Álvaro da Cunha. Conta-se que, numa altura em que visitou a irmã Maria Teles, aia da infanta D. Beatriz, (filha de D.Pedro e Inês de Castro) seduziu o rei D. Fernando, cognominado o formoso ou inconstante.

Alegando consanguinidade, foi obtida a anulação do prévio casamento de D. Leonor Teles, o que motivou a reprovação do povo português e a perturbação social e política que gerou um clima de insegurança.
"Elegante, aposta e de bom corpo" como dizia Fernão Lopes, Leonor Teles tinha então o perfil, que alguns diriam hoje, para  mulher de sucesso. Amante do rei, quando mulher de João Lourenço.
D. Leonor Teles foi a mais perversa e afortunada amante dos reis de Portugal. Perversa porque foi capaz de tudo para conseguir os seus fins, inclusive provocar a morte da própria irmã, afortunada porque chegou a rainha de Portugal, casando com D. Fernando I.

O casamento com o rei ocorreu secretamente no Mosteiro de Leça do Balio, em 15 de Maio de 1372. Em meados de Fevereiro seguinte nascia a infanta D. Beatriz. Temendo o prestígio do infante D. João, filho de Pedro I e Inês de Castro,  que se casara com sua irmã Maria Teles, D. Leonor concebeu o plano de casar o infante com a sua filha D. Beatriz, mas para isso era preciso que D. João eliminasse a sua mulher, acção por que terão sido responsáveis.
Com a morte de D. Fernando em 22 de Outubro de 1383, D. Leonor assumiu a regência do reino e o seu amante galego,  João Fernandes Andeiro, passou a exercer uma influência decisiva na corte. Esta ligação e influência desagradaram manifestamente ao povo e à burguesia e a alguma nobreza, que odiavam a regente e temiam ser governados por um soberano castelhano.

D. João,  Mestre de Avis, apoiado por um grupo de nobres, entre os quais Álvaro Pais e o jovem D. Nuno Álvares Pereira, foi incentivado pelo descontentamento geral a assassinar o conde de Andeiro. A acção ocorreu no paço, a 6 de Dezembro de 1383, e iniciou o processo de obtenção da regência em nome do infante D. João.
D. Leonor abandonou Lisboa, fiel ao Mestre de Avis, e refugiou-se em Alenquer e depois em Santarém, cidades fiéis à causa da rainha, onde tentou manobrar politicamente a sua continuidade no poder. No entanto, com o desenvolver do conflito entre o Mestre de Avis e o rei castelhano, a regente perdeu espaço de manobra e acabou por ser constrangida a abdicar da regência.
Com a vitória do partido de D. João I, Mestre de Avis, na guerra civil e contra Castela na batalha de Aljubarrota, este tornou-se regente e depois rei.

D. João I de Castela, genro de Leonor, logo em 1384, pouco depois dela ter renunciado á regência, havia-a internado no Mosteiro de Tordesilhas, perto de Valladolid, onde, segundo alguns historiadores, veio a falecer em 1386. No entanto, referências do cronista castelhano Lopez de Ayala, seu contemporâneo, dão-na como viva em 1390 e em data ainda mais tardia.

domingo, 29 de agosto de 2010

A ORIGEM DA LÍNGUA PORTUGUESA


A língua portuguesa é uma língua românica,  flexiva que se originou no que é hoje a Galiza e o Norte de Portugal, derivada do latim vulgar que foi introduzido no Oeste da península Ibérica há cerca de dois mil anos, tem um substrato Céltico/Lusitano resultante da língua nativa dos povos pré-romanos que habitavam a parte ocidental da península Ibérica  (Galaicos, Lusitanos,  Célticos e Cónios):

Os galaicos (callaeci ou gallaeci, em latim, kallaikoi em grego), também chamados de calaicos, eram um conjunto de tribos celtas que habitavam o noroeste da península Ibérica, correspondendo hoje em dia ao espaço geográfico que abrange o norte de Portugal, a Galiza, as Astúrias e parte de Leão;

Os lusitanos constituíram um conjunto de povos ibéricos pré-romanos de origem indo-europeia que habitaram a porção Oeste da Península Ibérica desde a idade do ferro. Em 29 a.C., na sequência da invasão romana a que resistiram longo tempo, foi criada a província romana da Lusitânia nos seus territórios, correspondentes a grande parte do actual Portugal.

Os Célticos  (em latim: Celtici, lit. "celtas") eram os integrantes de uma tribo celta que habitava a zona do Alentejo Ocidental no Sul de Portugal, mas poderiam também ocupar território dos Turdetanos que foram um povo ibero da Hispânia bética, que habitava a Turdetânia, região a oriente do rio Guadiana e junto ao curso médio e inferior do rio Guadalquivir, do Algarve em Portugal até Serra Morena, coincidindo com os territórios da antiga civilização de Tartessos;


Os Cónios (do latim, Conii), também denominados cinetes, foram os habitantes das actuais regiões do Algarve e Baixo Alentejo, no sul de Portugal, em data anterior ao séc. VIII a.C., até serem integrados na Província Romana da Lusitânia. Inicialmente foram aliados dos Romanos quando estes últimos pretendiam dominar a Península Ibérica.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

SEREIAS


Ao longo do tempo, as sereias mudam de forma. O seu primeiro historiador, o Rapsodo, nome dado a um artista popular ou cantor que, na antiga Grécia ia de cidade em cidade recitando poemas, principalmente epopeias. No décimo segundo livro da Odisseia, não se refere como eram as sereias; para Ovídio, são aves de plumagem avermelhada e rosto de virgem;

 para Apolónio de Rodes, autor do poema épico “Os Argonautas” e que no fim da vida, dirigiu a Biblioteca de Alexandria, da metade do corpo para cima são mulheres e, para baixo, aves marinhas; para o mestre Tirso de Molina com o pseudónimo de Fray Gabriel Téllez (e para a heráldica), "metade mulheres, metade peixes".

Não menos discutível é a sua categoria: o dicionário clássico de John Lemprière entende que são ninfas; o de Quicherat, Etienne Jules Joseph, que são monstros e o de Pierre Grimal que são demónios. Moram numa ilha a poente, perto da Ilha de Circe, península do Monte Circeu em Itália, mas o cadáver de uma delas, Parténope que era uma sereia que teria fundado a cidade de Nápoles, foi encontrado em Campânia, e deu o seu nome à famosa cidade que agora se chama Nápoles, e o geógrafo Estrabão (em latim, Cnaeus Pompeius Strabo) viu a sua tumba e presenciou os jogos ginásticos que periodicamente eram celebrados para honrar a sua memória.

 A Odisseia conta que as sereias atraíam e faziam naufragar os navegantes e que Ulisses (Odisseu), para ouvir seu canto e não perecer, tapou com cera os ouvidos dos remadores e ordenou que o amarrassem ao mastro. Para o tentar, as sereias ofereceram-lhe o conhecimento de todas as coisas do mundo.

Uma tradição recolhida pelo mitólogo Apolodoro, em “Biblioteca”, (em grego: Βιβλιοθήκη), em três livros, conta que Orfeu, poeta e músico, filho de Apolo, e da musa Calíope, da nave dos argonautas, cantou com tal doçura que as sereias se precipitaram ao mar e se transformaram em rochas, porque a sua lei era morrer quando alguém não sentisse o seu feitiço.

 No século VI, uma sereia foi capturada e baptizada a Norte do País de Cales, e figurou como uma santa em certos almanaques antigos, sob o nome de Murgen.

 Outra, em 1403, passou por uma brecha de um dique e viveu em Haarlem, uma cidade, capital da província da Holanda do Norte, até ao dia de sua morte. Ninguém a compreendia, porém ensinaram-na a fiar e venerava como por instinto a cruz de Cristo. Um cronista do século XVI argumentou que não era um peixe porque sabia fiar, e que não era uma mulher porque podia viver na água.

O idioma inglês distingue a sereia clássica (siren) das que têm cauda de peixe (mermaids). Na formação desta última imagem teriam influído por analogia os tritões, divindades do cortejo de Poseidon. No décimo livro da República, oito sereias presidem à revolução dos oito céus concêntricos. “Sereia” lê-se no dicionário em sentido figurativo: mulher de canto suavíssimo, bela e sedutora.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA

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Fascinada por leituras, a jovem princesa Cleópatra VII Thea Filopator, visitava quase diariamente a grande biblioteca da cidade de Alexandria. Mesmo quando Caio Júlio César ocupou a maior parte da cidade, no ano de 48 a.C., ela, sua amante e protegida, fazia-o acompanhá-la na busca de novas narrativas. O conquistador romano, também um homem de letras, um historiador, ficara impressionado com a desenvoltura cultural de Cleópatra.

Acoplada ao Museu, mandado construir pelo seu ilustre antepassado e fundador da dinastia, Ptolomeu I Sóter 367–283 a.C. foi um general macedónio de Alexandre, “O Grande” que se tornou governante do Egipto de 323 a.C. a 283 a.C., fundando a Dinastia Ptolemaica. (o Salvador), que reinou de 305 a 283 a.C., a biblioteca tornara-se, naquela época, o maior referencial científico e cultural do Mundo Antigo.

Tudo indica que a construção daquele magnífico edifício no bairro do Bruquéion, nas proximidades do palácio real, deveu-se à insistência de Demétrio de Falero, (c.350 a.C. - 280 a.C.) foi um discípulo de Aristóteles, organizou a primeira colecção de fábulas mencionada pelos antigos, chamada de "Colectânea de discursos Esópicos". Um talentoso filósofo exilado que convenceu Ptolomeu para que ele tornasse Alexandria uma rival cultural de Atenas, colaborando na sua política de desenvolvimento cultural, em particular na criação da célebre Biblioteca da cidade. Caiu em desgraça com Ptolomeu II Filadelfo e foi relegado para o Alto Egipto e aí morreu cerca de 285 a.C.

Estima-se que a biblioteca tenha armazenado mais de 400.000 rolos de papiro, podendo ter chegado a 1.000.000. Foi destruída parcialmente inúmeras vezes, até que em 646 foi destruída num incêndio acidental. Acreditou-se, durante toda a Idade Média, que tal incêndio tivesse sido causado pelos árabes.

Conta-se que um dos incêndios da lendária biblioteca foi provocado por Júlio César. No encalço do seu inimigo de Triunvirato, formado por César, Pompeu e Crasso; César deparou com a cidade de Alexandria, governada na época por Ptolomeu XII, irmão de Cleópatra. Pompeu foi decapitado por um dos tutores do jovem Ptolomeu, e a sua cabeça foi entregue a César juntamente com o seu anel. Diz-se que ao ver a cabeça do inimigo, César chorou.

Apaixonando-se perdidamente por Cleópatra, César conseguiu colocá-la no poder através da força. Os tutores do jovem faraó foram mortos, mas um conseguiu escapar. Temendo que ele pudesse escapar de barco, César mandou incendiá-los todos, inclusive os seus próprios. O incêndio alastrou-se e atingiu uma parte da famosa biblioteca.

A instituição da antiga biblioteca de Alexandria tinha como principal objectivo preservar e divulgar a cultura nacional. Continha livros que foram levados de Atenas. Havia também matemáticos ligados à biblioteca, como por exemplo Euclides de Alexandria.

A Biblioteca tornou-se um grande centro de comércio e fabrico de papiros. A lista dos grandes pensadores que frequentaram a biblioteca e o museu de Alexandria inclui nomes de grandes génios do passado. Importantes obras sobre geometria, trigonometria e astronomia, bem como sobre idiomas, literatura e medicina, são creditadas a eruditos de Alexandria. Segundo a tradição, foi ali que 72 eruditos judeus traduziram as Escrituras Hebraicas para o grego, produzindo assim a famosa Septuaginta.


terça-feira, 24 de agosto de 2010

POSEIDON GOD OF THE SEAS

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Ποσειδώνας Ο Θεός της Θάλασσας
Poseidon como primeiro filho de Cronos e Reia, um dos principais deuses do Olimpo, de acordo com certas tradições, é o irmão mais velho de Zeus e Hades. Poseidon foi criado entre os Telquines, os demónios de Rodes. Quando atingiu a maturidade, ter-se-á apaixonado por Hália, uma ninfa de Rodes e a personificação da salinidade do mar, a sua mãe era Talassa e seu pai poderia ser Pontos, antigo deus pré-olímpico do mar, ou de Urano, deus do céu e esposo de Gaia, deusa da terra. Daquele romance de Poseidon com Hália nascem seis filhos e uma filha, de nome Rodo, daí o nome atribuído à ilha de Rodes.

Numa famosa disputa entre Poseidon e Atena para decidir qual dos dois seria o padroeiro de Atenas, ele atirou uma lança ao chão para criar a fonte da Acrópole, mas Atena conseguiu superá-lo criando a oliveira que daria o azeite.
Na Ilíada, Poseidon aparece-nos como o deus supremo dos mares, comandando não apenas as ondas, correntes e marés, mas também as tempestades marinhas e costeiras, provocando nascentes e desmoronamentos costeiros com o seu tridente. Embora o seu poder pareça ter-se estendido às nascentes e lagos, os rios por sua vez, têm as suas próprias deidades, não obstante o facto de que Poseidon fosse dono da magnífica ilha de Atlântida.

Geralmente, Poseidon usava a água e os terramotos para exercer castigo e vingança, mas também podia apresentar um carácter cooperativo; auxiliou bastante os gregos na Guerra de Tróia, mas levou anos vingando-se de Ulisses, herói da guerra de Tróia; Odisseu, na odisseia de Homero, que havia cegado o ciclope Polifemo, filho Poseidon e da ninfa Teosa.

Os navegantes oravam a Poseidon rogando-lhe ventos favoráveis e viagens seguras, mas o seu humor era imprevisível. Apesar dos sacrifícios, que incluía o afogamento de cavalos, ele podia provocar tempestades, maus ventos e terramotos, apenas  por capricho. Zeus projectava também o seu poder e a sua masculinidade sobre as mulheres, tendo muitos filhos homens pois não podia ter filhas mulheres.

Considerando que as inúmeras aventuras amorosas de Poseidon foram todas frutíferas em descendentes, é de notar que, ao contrário dos descendentes do seu irmão Zeus, os filhos do deus dos mares, tal como os de seu irmão Hades, deus do mundo inferior e dos mortos, são todos maléficos e de temperamentos violentos. De Poseidon, alguns exemplos: da ninfa Teosa nasce o ciclope Polifemo; de Medusa decapitada por Perseu, uma das três Górgonas, nasce o gigante Crisaor e o cavalo alado, Pégaso;

de Amimone nasce Náuplio; com Ifimedia,  filha de Triopas, rei da Tessália, nascem os irmãos gigantes Oto e Efialtes  (os Aloídas), que chegaram mesmo a declarar guerra aos deuses. Por sua vez, os filhos que teve com Hália cometeram tantas atrocidades que o pai teve de os enterrar para evitar-lhes maior castigo.

Casou ainda com Anfitrite, filha da ninfa Dóris, de quem nasceu o seu filho Tritão, o deus dos abismos oceânicos, que ajudou Jasão e os seus argonautas a recuperar o Velo ou Tosão de ouro. Conta-se que tal velo estava pendurado num carvalho sagrado na Cólquida, a região ao sul das montanhas  do Cáucaso, a Leste do Mar Negro, na actual República da Geórgia e retirado por Jasão e os Argonautas. Segundo a lenda, Jasão precisava recuperar o velo para assumir o trono de Lolco na Tessália.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

DA MITOLOGIA GREGA - OS CENTAUROS


Na mitologia grega, os centauros (em grego Κένταυρος - Kentauros, "matador de touros", plural Κένταυρι - Kentauri; em latim Centaurus/Centauri) são uma raça de seres com o dorso e cabeça de humanos e o corpo de cavalo.

Viviam nas montanhas da Tessália e repartiam-se em duas famílias:
Os filhos do Titã Íxion e Nefele, que simbolizavam a força bruta, insensata e cega. Viviam originalmente nas montanhas da Tessália e alimentavam-se de carne crua. Alternativamente, consideravam-se filhos de Kentauros (o filho de Íxion e Nefele) e algumas éguas magnésias, (Magnésia em grego: Μαγνησία - Magnissía é uma prefeitura da Grécia, localizada na periferia da Tessália, cuja capital é a cidade de Vólos.)  ou filhos de Apolo e Hebe, deusa da juventude, filha legitima de Zeus e Hera. Conta-se que Íxion planeava manter relações sexuais com Hera, mas Zeus, seu marido, evitou-o modelando uma nuvem (nefele, em grego) com a forma de Hera e assim o iludiu.

Posto que Íxion é normalmente considerado o ancestral dos centauros, pode-se fazer referência a eles poeticamente como Ixiónidas.
Os filhos de Filira ou Philyra era uma ninfa oceânide, filha de Titã Oceanus e Tétis ou de Cronos, dentre os quais o mais célebre era Quíron, amigo de Héracles, representavam, ao contrário, a força aliada à bondade, ao serviço dos bons combates.

Os centauros são muito conhecidos pelas lutas que mantiveram com os Lápitas, provocadas pelo seu intento de raptar Hipodâmia filha do rei Enomau, no dia da sua boda com Pirítoo, rei dos Lápitas e também filho de Íxion.

A discussão entre estes primos é uma metáfora do conflito entre os baixos instintos e o comportamento civilizado da humanidade. Teseu que matou o Minotauro, um herói e fundador de cidades, que estava presente, inclinou a balança do lado da ordem correcta das coisas e ajudou Pirítoo. Os centauros foram expulsos da Tessália e vieram a habitar o Épiro. Mais tarde Héracles exterminou quase todos.
   
Cenas da batalha entre os Lápitas e os centauros foram esculpidas em baixo relevos no friso do Pártenon, que estava dedicado à deusa Atena:

É a Deusa da guerra, da civilização, da sabedoria, da estratégia, das artes, da justiça e da habilidade.
HERÁCLES extermina os Centauros

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O ARQUIPÉLAGO DOS BIJAGÓS


O Arquipélago dos Bijagós faz parte da Guiné-Bissau e é constituído por 88 ilhas situadas ao largo da costa africana, classificadas pela UNESCO como reserva da biosfera. Esta reserva conta com uma diversificada fauna na qual se contam, entre outras espécies: macacos, hipopótamos, crocodilos, aves pernaltas, tartarugas marinhas e lontras.
O arquipélago tem uma área total de 2.624 km2 e uma população orçada em cerca de 30.000 habitantes (2006). Apenas 20 das ilhas têm populações significativas, já que a maioria ou são desabitadas ou têm populações muito reduzidas. A população fala maioritariamente o Bijagó e professa religiões animistas:

Figura de estilo semelhante à prosopopeia que consiste em atribuir propriedades animadas, mas não especificamente humanas, como no caso da personificação, a entidades inanimadas, como os metais, os objectos, as montanhas, os rios, as ideias, etc.

O animismo é, à semelhança da prosopopeia, uma figura baseada na analogia, mas distingue-se daquela na qualidade dos seres comparados. Ou seja, enquanto a prosopopeia consiste em atribuir propriedades humanas aos animais ou aos seres inanimados, o animismo consiste em atribuir movimento não humano a seres inanimados. Muitos autores não distinguem animismo de prosopopeia ou de personificação, reduzindo estas estratégias estilísticas apenas a uma só, geralmente designada por prosopopeia.
Os Bijagós são profundamente crentes e dedicam cerca de cem dias por ano a rituais religiosos. O arquipélago conta com ampla autonomia administrativa.